Uma modelo do Zimbábue foi informada por sua agência de que não poderá desfilar na Semana de Moda de Londres por estar muito magra, informou hoje o tablóide britânico “Evening Standard”. Charlotte Carter, de 22 anos, terá que engordar se quiser participar do evento, que começa sábado, em Londres, diz a publicação.
Carter já trabalhou para várias grifes de roupa da Europa, mas sua agência, a Models 1, disse que ela está excessivamente magra para participar dos desfiles da temporada.
A modelo, que vive em Londres, tem problemas de alimentação desde a sua adolescência, mas esta foi a primeira vez que uma agência européia lhe aconselhou a engordar.
“Quando a Models 1 disse que tinha que ganhar peso, foi como uma barreira psicológica tivesse desabado de repente. Serviu para que eu mesma entendesse, de uma hora para outra, que estava magra demais”, afirmou Carter ao “Evening Standard”.
“Fiquei impressionada com o fato de a agência ter se preocupado com a minha saúde”, disse a modelo, que reconheceu que, no seu caso, a pressão da indústria da moda se somou a alguns problemas próprios, razão pela qual não pode culpar outros pelo que está passando.
Segundo alguns especialistas, uma em cada dez modelos pode desenvolver anorexia ou outros transtornos similares.
Na próxima sexta-feira, os organizadores da Semana de Moda de Londres divulgarão um relatório sobre a saúde das modelos. O documento não chegará a proibir, como acontece em Madri e Milão, a participação de modelos muito magras, que vestem tamanho zero, mas fará certas recomendações.
Ativistas querem que mulheres com um índice de massa corpórea (relação entre peso e altura) inferior a 18 sejam proibidas de desfilar, o que ajudaria a evitar tragédias como a morte de modelos.