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Mistura de estilos é a solução

Arquivo Geral

20/07/2004 0h00

A sétima edição do Porão do Rock demonstrou que é um evento que merece uma revisão. Repisando a fórmula de um dia reservado para o rock pesado e o outro para a diversidade, a festa teve dois pesos e medidas no quesito animação. Se o sábado foi marcado por pouco brilho, com raros destaques e um público apático, o domingo terminou com a certeza de que a mistura de estilos, num País tão rico de sotaques e batuques, é uma equação perfeita.

O primeiro dia teve um problema: o público não se viu muito estimulado a dar suas cabeçadas e moshes punks (aquele vôo que os fãs dão sobre a platéia, partindo do palco). O sábado começou com o trash metal do Flashover (DF) com guitarras ligeiras e letras inaudíveis bem ao gosto dos fãs do gênero. A apresentação, sem muita receptividade, foi um retrato fiel do que se veria nas horas seguintes.

A primeira banda interessante do dia foi a D+spero (DF), com seu rap de guitarras vigorosas e scrachtes certeiros. Os garotos dividiram a atenção no palco secundário com a mineira Eletrika, que trouxe um som encorpado e uma programação eletrônica esperta, inspirados em Sistem of a Down.

O melhor do sábado aconteceu mesmo no palco principal. Com um show competente, as meninas do Lava vieram de São Paulo para uma performance competente e divertida, com forte acento ramoniano. A boa presença de palco se repetiria mais tarde com os Autoramas (RJ), capitaneados por Gabriel Thomaz, ex-Little Quail, numa das apresentações mais honestas do Porão do Rock. Conseguiram agitar a galera com seu punkabilly bem tocado e inteligente.

A Peligro, do ex-Dead Kennedys D.H. Peligro, primeira banda internacional do Porão, foi uma decepção. Não disse a que veio com seu hardcore frouxo e sem pegada. A vacina viria contudo, na sequência, com os caras dos Cabeloduro (DF), matando a saudade dos fãs e, principalmente, com a apresentação da experiente Korzus (SP), que mandou um metal vigoroso e tecnicamente irretocável. Nada como um grupo afinado, que sabe tocar e cantar.

A grande performance do Korzus só perderia para a catarse que foi o show do CPM 22. Numa apresentação correta, sem surpresas, músicas como Dias Atrás, O Mundo Dá Voltas e Tarde de Outubro foram cantadas em uníssono, entre outros muitos hits. No final, uma rápida cover de Mollys Lips, do Nirvana, com os músicos trocando de instrumentos no palco. Ninguém ficou parado.

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    20/07/2004 0h00

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    O primeiro dia teve um problema: o público não se viu muito estimulado a dar suas cabeçadas e moshes punks (aquele vôo que os fãs dão sobre a platéia, partindo do palco). O sábado começou com o trash metal do Flashover (DF) com guitarras ligeiras e letras inaudíveis bem ao gosto dos fãs do gênero. A apresentação, sem muita receptividade, foi um retrato fiel do que se veria nas horas seguintes.

    A primeira banda interessante do dia foi a D+spero (DF), com seu rap de guitarras vigorosas e scrachtes certeiros. Os garotos dividiram a atenção no palco secundário com a mineira Eletrika, que trouxe um som encorpado e uma programação eletrônica esperta, inspirados em Sistem of a Down.

    O melhor do sábado aconteceu mesmo no palco principal. Com um show competente, as meninas do Lava vieram de São Paulo para uma performance competente e divertida, com forte acento ramoniano. A boa presença de palco se repetiria mais tarde com os Autoramas (RJ), capitaneados por Gabriel Thomaz, ex-Little Quail, numa das apresentações mais honestas do Porão do Rock. Conseguiram agitar a galera com seu punkabilly bem tocado e inteligente.

    A Peligro, do ex-Dead Kennedys D.H. Peligro, primeira banda internacional do Porão, foi uma decepção. Não disse a que veio com seu hardcore frouxo e sem pegada. A vacina viria contudo, na sequência, com os caras dos Cabeloduro (DF), matando a saudade dos fãs e, principalmente, com a apresentação da experiente Korzus (SP), que mandou um metal vigoroso e tecnicamente irretocável. Nada como um grupo afinado, que sabe tocar e cantar.

    A grande performance do Korzus só perderia para a catarse que foi o show do CPM 22. Numa apresentação correta, sem surpresas, músicas como Dias Atrás, O Mundo Dá Voltas e Tarde de Outubro foram cantadas em uníssono, entre outros muitos hits. No final, uma rápida cover de Mollys Lips, do Nirvana, com os músicos trocando de instrumentos no palco. Ninguém ficou parado.

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