Érwelley Cardoso de Andrade nasceu na cidade de Zé Doca, no Maranhão. De origem humilde, desde pequena seu maior passatempo era escrever. Se destacou na escola com as redações que fazia. Uma vez, quando tinha dez anos, precisou até provar ao professor que ela mesma tinha feito um texto. “Ele duvidou, achou que alguém tivesse feito para mim. Provei escrevendo outro na frente dele”, lembra. O dom continuou ao longo da adolescência e dura até hoje, aos 22 anos, já mãe de uma menina chamada Thalita.
O problema de Érwelley é a falta de espaço no mercado editorial. Há cinco anos ela veio trabalhar em Brasília, onde tem parentes. Decidiu que aqui conseguiria publicar o primeiro livro. Realizou o sonho, depois de juntar R$ 2,2 mil trabalhando como recepcionista. “Mas não era a edição que eu queria. Não consegui sequer a capa que precisava”, lamenta. Noite de Mistérios, com 64 páginas de poemas e sonetos, teve tiragem de mil exemplares.
Aí veio o segundo desafio de Érwelley: vender o livro. “Não consigo colocar no mercado. Não há espaço”, reclama. Ela também escreve crônicas e poesias, mas revela que sua maior paixão são os sonetos. “Meus temas são variados. Escrevo sobre minha terra, sobre Brasília, o amor, a natureza”, explica.
Seu processo criativo ocorre naturalmente. “Sempre ando com lápis e papel, pois a qualquer momento posso sentir vontade de escrever”, afirma.
Quem quiser conhecer o trabalho de Érwelley pode entrar em contato com ela pelo telefone 9621-8758.