Não faltaram comentários na época da entrega dos troféus do Oscar 2005 sobre a atriz estreante no cinema Catalina Sandino Moreno. Ela foi considerada o grande azarão do prêmio máximo do cinema mundial, ao se tornar a primeira colombiana a entrar na disputa oficial por uma estatueta. Não levou, mas mesmo assim se fez conhecida e é um dos melhores motivos para sair de casa neste fim de semana. Maria Cheia de Graça, o filme que revelou o talento de Catalina ao mundo, estréia hoje nos cinemas da cidade.
A história se assemelha (com certa distância) ao drama vivido por Sol, personagem de Deborah Secco em América, que aceita a tarefa de tentar atravessar a fronteira dos EUA com drogas. Catalina está na pele da personagem Maria Alvarez. Aos 17 anos, a garota vive numa pequena localidade ao norte de Bogotá, na Colômbia. Ela e sua amiga Blanca (Yenny Paola Vega) trabalham em uma grande plantação de rosas, retirando espinhos e amarrando as flores, tarefa entediante que obedece a regras muito rígidas.
As únicas diversões de Maria são o namoro com Juan (Wilson Guerrero) e as festas na praça do lugarejo. Certo dia, pouco depois de descobrir que está grávida, ela se envolve numa discussão e é demitida do emprego. Decidida a melhorar de vida e tentar a sorte na cidade grande, a jovem aceita a oferta de um conhecido: transportar heroína para Nova York em seu próprio estômago.
Apesar de não conseguir levar o reconhecimento da Academia de Hollywood para a casa, Catalina foi premiada por seu papel no Independent Spirit Award, Festival de Seattle e Festival de Berlim. Além de Catalina, Maria Cheia de Graça revelou o diretor (também estreante), Joshua Marston, que recebeu uma indicação no European Film Awards.