A ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, pediu ontem, aos governadores do Centro-Oeste e do Nordeste, a realização de um estudo conjunto para a viabilização da construção de ramais do gasoduto Brasil-Bolívia para as regiões Centro-Oeste e Norte/Nordeste.
A reunião aconteceu no gabinete do ministério. Participaram os governadores José Reinaldo (PFL), do Maranhão, Wellington Dias (PT), do Piauí e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, a vice-governadora do Distrito Federal, Maria de Lourdes Abadia (PSDB), e representantes das companhias energéticas estaduais. O governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda, o Zeca do PT (PT), enviou representante.
As obras do gasoduto Brasil-Bolívia já estão em São Paulo. A construção de ramais em estados com menos recursos da Federação contará com aportes da União. Por isso, os governadores ficaram de articular o traçado dos ramais e levar os estudos para discussão com a ministra de Minas e Energia. O gasoduto deverá ter três ramificações, com ligações para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste, passando pelo meio-Norte.
Maria de Lourdes Abadia garantiu que representantes do GDF vão se reunir com equipes de Goiás e de Mato Grosso do Sul para definirem o traçado do gasoduto que chegará à Região Centro-Oeste. Em seguida, assinarão protocolo de intenções para garantir as fontes de financiamento federal. Os estudos para a instalação dos ramais deverão estar concluídos até o fim do ano.
Viabilidade Na semana passada, o governador Joaquim Roriz saiu animado de uma reunião com a ministra Dilma Rousseff. No encontro, Roriz conseguiu a garantia de que a construção do gasoduto até o DF é viável. O senador Paulo Octávio (PFL), que também participou da reunião com Roriz, disse que o Orçamento deste ano dispõe de R$ 240 milhões para as obras do gasoduto. Ele trará gás natural da Bolívia para tocar as indústrias locais, gerar energia por meio de uma usina termoelétrica e fornecer gás para veículos, um combustível não-poluente.
De acordo com a vice-governadora do DF, a ministra Dilma Rousseff afirmou que quer o compromisso dos governadores para que possam contribuir para o desenvolvimento dos estados com populações mais carentes, como forma de gerar emprego e renda nas regiões mais pobres.
A ramificação que beneficiará o Centro-Oeste teria cerca de 1,8 mil quilômetros de tubulações. Dilma Rousseff apontou apenas uma dificuldade para a viabilização do ramal: o aumento das exportações de gás natural por parte da Bolívia.