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Michael Moore diz que foi intimado pelo Governo a depor sobre viagem a Cuba

Arquivo Geral

27/07/2007 0h00

O cineasta Michael Moore afirmou que a Administração de George W. Bush lhe enviou uma intimação em relação à investigação aberta pelo Governo sobre a viagem que realizou a Cuba para rodar o documentário SiCKO.

O Departamento do Tesouro comunicou em 7 de maio o cineasta sobre a abertura de uma investigação em relação à viagem a Cuba, para onde Moore levou três pessoas que adoeceram devido aos atentados de 11 de setembro de 2001 para que recebessem assistência médica gratuita na ilha.

O documentário SiCKO denuncia as insuficiências do sistema médico americano.

Durante sua entrevista na quinta-feira à noite no programa “The Tonight Show” da rede americana NBC, apresentado por Jay Leno, Moore revelou que acabava de saber que tinha sido intimado.

“Ainda não disse isso nem para minha família. Eles me informaram quando estava nos bastidores com Leno que ditaram uma intimação”, disse o cineasta, acrescentando que agora terá que enfrentar “esta perseguição por parte da Administração Bush”.

Moore, que por mais de 30 anos se credenciou como jornalista no Departamento do Tesouro, afirmou recentemente que sua viagem a Cuba ocorreu dentro de tal profissão, “algo que a lei prevê e que evita o embargo”.

Para enfrentar o caso, o cineasta contratou os serviços de David Boies, o advogado que defendeu Al Gore na polêmica apuração de votos na Flórida que deu a Presidência a Bush, em 2000.

Na entrevista, Moore também disse que em SiCKO expõe “a verdade” e que o estúdio que a produziu, a Weinstein Company, lhe pediu que eliminasse na edição um trecho no qual ataca Hillary Clinton, um dos oito pré-candidatos democratas às eleições presidenciais.

Moore explicou que a Weinstein apóia politicamente Hillary, por isso pediu que retirasse o trecho. No entanto, afirmou que ele se defendeu, argumentando que não a ataca, só diz a verdade.

No filme, o diretor destaca que há 14 anos Hillary ofereceu um sistema médico para todos e agora” é o segundo membro do Senado que recebe mais dinheiro da indústria de saúde”.

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