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Michael Moore admite lutar na Justiça para defender seu filme

Arquivo Geral

12/06/2007 0h00

O cineasta Michael Moore se mostrou hoje disposto a travar uma batalha legal caso o governo dos Estados Unidos mantenha a investigação aberta sobre a viagem que o diretor fez a Cuba para rodar seu último filme, SiCKO.

O Departamento do Tesouro comunicou ao cineasta no dia 7 de maio a abertura de uma investigação sobre a viagem a Cuba. Moore levou três pessoas afetadas pelos atentados de 11 de setembro de 2001 para receberem assistência de saúde gratuita na ilha.

O documentário SiCKO denuncia as insuficiências do sistema de saúde americano.

Numa entrevista coletiva, hoje, em Nova York, Moore afirmou estar preparado para “ir aos tribunais” contra o que considera um “ataque do Governo de George W. Bush”.

“Vamos lutar e seremos muito agressivos. Queremos saber quem está por trás de tudo isto”, disse o diretor. Ele pode ser condenado à prisão ou ao pagamento de multa por violar a proibição de viajar para Cuba, em vigor nos Estados Unidos.

O cineasta contratou os serviços de David Boies, o advogado que defendeu Al Gore no polêmico caso da apuração de votos na Flórida, que deu a Presidência a Bush em 2000.

“Estamos preparados para ir aos tribunais e acabar com este caso que atenta contra a liberdade de imprensa. Não se trata de Cuba nem de Fidel Castro, mas de como a Administração utiliza seu grande poder para discriminar um jornalista pelo conteúdo que apresenta”, explicou Boies.

O advogado lembrou que “as opiniões jornalísticas são livres e não dependem de regulação do governo federal”.

Boies enviou hoje uma carta de resposta ao Departamento do Tesouro, comunicando suas suspeitas sobre “o tratamento discriminatório, já que o trabalho jornalístico de Moore tem sido crítico à administração Bush”. Além disso, pediu informações sobre as pessoas que decidiram investigar o cineasta.

“Estamos diante de um ato de assédio por parte da administração Bush, porque não atentamos contra a lei. Simplesmente praticamos nosso direito previsto na Primeira Emenda da Constituição”, explicou Moore, em alusão à liberdade de imprensa estabelecida na Constituição americana.

Moore confirmou que depositou uma cópia de seu filme no Canadá.

“Se tivéssemos trazido charutos de Cuba, poderiam confiscara carga, mas o que vão fazer com os 15 minutos de filme que gravamos na ilha?”, perguntou Moore.

A estréia nos Estados Unidos de SiCKO está prevista para 29 de junho.

“Isto não é uma piada para mim; não é um jogo com a administração Bush. Vou a lutar para proteger o filme e para que ele possa ser visto por todos”, acrescentou o cineasta.

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