Sabe aquela menina metida que tem certeza de ter todos os garotos aos seus pés? Esse é o perfil de Olga, a personagem de Priscila Fantin, na novela Chocolate com Pimenta, que estréia em setembro na Globo no horário das seis.
“Ela é mimada e convencida. Na escola, os meninos querem vê-la trocando de roupa. Ela se acha linda e trata os outros com superioridade”, adianta a atriz, que já gravou cenas da trama de Walcyr Carrasco, com direção de Jorge Fernando, em Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul, e agora grava no Rio.
“Olga é petulante e chata. Mas não tem má índole”, defende a atriz, de 20 anos. Na nova trama, Olga é noiva de Danilo (Murilo Benício), que se apaixonada por Ana Francisca (Mariana Ximenes). “Ela é a pedra no sapato da outra”, diverte-se Priscila.
O fato de estar no triângulo principal de Chocolate com Pimenta nem é o fato mais importante para Priscila, que, romântica assumida, gosta de se dedicar a uma produção de época.
“Hoje em dia, o mundo está banalizado. A palavra amor não significa nada. Na década de 20, quando se passa a novela, as mulheres eram mais femininas. Estou vivendo um mundo interessante, em que a palavra é forte. A forma de pensar é diferente”, analisa Priscila, que acaba de reatar o namoro com o também ator Thierry Figueira, depois de um ano de separação. “Está tudo tranqüilo. Foi um momento romântico da minha vida. O complicado é conciliar o começo das gravações com a peça que Thierry está fazendo, Segredos do Pênis”, lamenta a atriz.
Mais do que romance com o namorado, Priscila diz levar seu jeito amoroso para tudo o que faz. “Sou dedicada e intensa em cada momento. Sou romântica com a vida”, garante. Mas se tivesse mesmo que escolher, Priscila queria ter vivido na década de 50. “Acho o máximo”, afirma a atriz, que ressalta a dedicação necessária aos trabalhos de época.
“É preciso estudar, se aprofundar no comportamento das pessoas. É interessante ver que as mulheres mal podiam mostrar a canela. O joelho jamais aparecia. As roupas eram largas e os peitos ficavam enfaixados, para que fossem achatados”, diz, fascinada.