O Jazz Fórum Internacional do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) apresenta hoje um dos mais repreentativos nomes do jazz norte-americano instrumental: o saxofonista Joe Lovano. Ele faz show único amanhã, às 21h, acompanhado por seu quarteto, com a clássica composição jazzística de piano (James Wideman), contrabaixo (Ed Schuller) e bateria (Brown III).
Em conversa com o Jornal de Brasília, Lovano se diz amante confesso da cultura brasileira. “Adoro tocar no Brasil e principalmente de ouvir música brasileira. Gosto muito, em particular, do chorinho, apesar de nunca ter tocado”, revela o músico que apresenta no show uma síntese do seus três últimos álbuns. “Posso antecipar que tocarei duas músicas que estão no Viva Caruso (disco em que Lovano recria em ritmo de jazz as composições do tenor italiano Enrico Caruso)”.
Antes de se destacar como artista solo, Lovano integrou grandes formações orquestrais de jazz lideradas por personalidades do gênero, entre eles Woody Herman, Mel Lewis e Carla Bley. Como instrumentista, Lovano buscou inspiração nos gigantes do bebop John Coltrane, Miles Davis, Charlie Parker, Thellonious Monk, Dizzie Gillespie e, principalmente, seu pai. “A minha primeira inspiração foi ouvir, quando criança, ouvia meu pai tocando acústico e ao vivo lá em casa”, lembra.
No ano passado o crítico Will Friedwald do semanário norte-americano Village Voice brincou que “o grande tenor italiano hoje em dia não é Luciano Pavarotti, mas Lovano”. Como em toda a brincadeira há uma dose de verdade, o talento de Lovano é digno do comentário: ele é o retentor do título de melhor saxofonista tenor do mundo, segundo a revista especializada em jazz Down Beat.