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Melhor idade

Arquivo Geral

21/03/2004 0h00

Ser mãe de Débora Falabella na minissérie Um Só Coração não assustou Helena Ranaldi. Para interpretar a judia Lídia, a atriz, de 37 anos, aceitou de forma tranqüila uma filha que na vida real tem 25 anos. “A Raquel entra na história com 15 anos e a Lídia com 33. Ela é até mais nova do que eu”, minimiza. “Tenho uma grande amiga, também mais jovem, que tem uma filha adolescente, de 15 anos. Isso me ajudou. A personagem da Débora tem cara de menininha, o figurino de trancinha. Ficou com aparência de 15 anos”, completa.

O tempo não intimida Helena. Com sabedoria, a atriz fez dele seu aliado. “Não tenho preocupação com idade. Tenho visto muita gente com medo de envelhecer e acho perigoso. Precisamos ter orgulho, desde que a vida seja boa”, filosofa. “Hoje, me sinto mais bacana e segura, além de estar mais determinada. Sou mãe, o que é uma dádiva. A mulher madura tem uma beleza diferente e, com certeza, os homens percebem”, ri a mãe de Pedro, 6 anos.

Mesmo com a certeza de que está melhor agora, Helena não descarta as cirurgias plásticas, desde que feitas com critério. “Agora, não faria. Mas daqui a um ano posso achar que meu peito está lá embaixo e vou querer mudar”, afirma. “Sou contra coisas radicais. Artistas trabalham com a expressão. No teatro já senti aflição porque só percebia a voz e não via movimentos no rosto. As pessoas devem fazer o que traz o bem, sem ultrapassar os limites”, teoriza.

Com aplique nos cabelos – que estavam curtíssimos – e um figurino extremamente sisudo, Helena tem mostrado na minissérie a saga de uma judia que vem para o Brasil fugindo do nazismo, se apaixona, achando que o marido morreu e depois o recebe de volta. “Não sei qual o destino da Lídia. Gosto de ir lendo os capítulos e me surpreendendo”, diz a atriz, que depois de vários trabalhos ao lado do marido, Ricardo Waddington, está sob a direção de Carlos Manga. “Também gosto de trabalhar com outros diretores. A diferença está na forma de dirigir e não no fato de atuar sob o comando do meu marido”, garante.

Apesar de garantir não ter preferências, a atriz aponta a sofrida Lúcia Helena, da minissérie Presença de Anita, dirigida por Ricardo, como seu melhor papel. “Pude desenhar toda a emoção desse personagem, por ser uma obra fechada”, explica Helena. “Também ganhei muito como atriz.”

Em Um Só Coração, faz a primeira produção de época. “Não sou judia, só como atriz poderia viver isso!”, vibra. “Entrei nesse universo da perseguição nazista, que a gente conhece, porque já teve muita informação, mas ao mesmo tempo, é completamente distante, diferente de tudo o que já fiz”, constata a atriz, que parece ter usado o sexto sentido ao escolher – antes do convite para viver Lídia – Alemanha, Hungria e República Tcheca como destino de férias após a novela Mulheres Apaixonadas. “Estive ali de férias, mas já construindo o personagem”, gaba-se.

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    21/03/2004 0h00

    Ser mãe de Débora Falabella na minissérie Um Só Coração não assustou Helena Ranaldi. Para interpretar a judia Lídia, a atriz, de 37 anos, aceitou de forma tranqüila uma filha que na vida real tem 25 anos. “A Raquel entra na história com 15 anos e a Lídia com 33. Ela é até mais nova do que eu”, minimiza. “Tenho uma grande amiga, também mais jovem, que tem uma filha adolescente, de 15 anos. Isso me ajudou. A personagem da Débora tem cara de menininha, o figurino de trancinha. Ficou com aparência de 15 anos”, completa.

    O tempo não intimida Helena. Com sabedoria, a atriz fez dele seu aliado. “Não tenho preocupação com idade. Tenho visto muita gente com medo de envelhecer e acho perigoso. Precisamos ter orgulho, desde que a vida seja boa”, filosofa. “Hoje, me sinto mais bacana e segura, além de estar mais determinada. Sou mãe, o que é uma dádiva. A mulher madura tem uma beleza diferente e, com certeza, os homens percebem”, ri a mãe de Pedro, 6 anos.

    Mesmo com a certeza de que está melhor agora, Helena não descarta as cirurgias plásticas, desde que feitas com critério. “Agora, não faria. Mas daqui a um ano posso achar que meu peito está lá embaixo e vou querer mudar”, afirma. “Sou contra coisas radicais. Artistas trabalham com a expressão. No teatro já senti aflição porque só percebia a voz e não via movimentos no rosto. As pessoas devem fazer o que traz o bem, sem ultrapassar os limites”, teoriza.

    Com aplique nos cabelos – que estavam curtíssimos – e um figurino extremamente sisudo, Helena tem mostrado na minissérie a saga de uma judia que vem para o Brasil fugindo do nazismo, se apaixona, achando que o marido morreu e depois o recebe de volta. “Não sei qual o destino da Lídia. Gosto de ir lendo os capítulos e me surpreendendo”, diz a atriz, que depois de vários trabalhos ao lado do marido, Ricardo Waddington, está sob a direção de Carlos Manga. “Também gosto de trabalhar com outros diretores. A diferença está na forma de dirigir e não no fato de atuar sob o comando do meu marido”, garante.

    Apesar de garantir não ter preferências, a atriz aponta a sofrida Lúcia Helena, da minissérie Presença de Anita, dirigida por Ricardo, como seu melhor papel. “Pude desenhar toda a emoção desse personagem, por ser uma obra fechada”, explica Helena. “Também ganhei muito como atriz.”

    Em Um Só Coração, faz a primeira produção de época. “Não sou judia, só como atriz poderia viver isso!”, vibra. “Entrei nesse universo da perseguição nazista, que a gente conhece, porque já teve muita informação, mas ao mesmo tempo, é completamente distante, diferente de tudo o que já fiz”, constata a atriz, que parece ter usado o sexto sentido ao escolher – antes do convite para viver Lídia – Alemanha, Hungria e República Tcheca como destino de férias após a novela Mulheres Apaixonadas. “Estive ali de férias, mas já construindo o personagem”, gaba-se.

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