Julia Jentsch é a idealista Sophie Scholl no filme homônimo
O Oscar de melhor filme estrangeiro foi um páreo duro. Isso porque lidou com temas fortes, como terrorismo (do palestino Paradise Now) e guerrilha social (do sul-africano vencedor Tsotsi). Mas a lista reservava um outro título não menos atraente para o público que já gosta de polêmica: nazismo. Essa é a temática explorada em Sophie Scholl – Uma Mulher Contra Hitler, melhor filme do ano na Alemanha, um dos cinco melhores segundo as indicações da Academia de Hollywood.
A produção de Marc Rothemund pesca a história verídica da organização Rosa Branca, um grupo de jovens universitários de Munique, que apela para a resistência como forma de conter a máquina de guerra nazista de Adolf Hitler.
O ano é o de 1943 e Hitler marcha pela Europa em sua devastadora ofensiva. Mas o filme se concentra na vida de um único membro do Rosa Branca: Sophie Scholl (Julia Jentsch), a única mulher do grupo. Enquanto distribuía panfletos com seu irmão, Hans (Fabian Hinrichs), ela é presa pelo exército alemão. Os dias que se seguem são de intensos interrogatórios, conduzidos pelos oficiais da Gestapo, nos quais ela tenta proteger a qualquer custo os membros da organização.