Uma grande exposição de história da Alemanha foi inaugurada na sexta-feira a fim de dar um novo senso de identidade ao país marcado pelo legado nazista e por quatro décadas de divisão sob a Guerra Fria.
A História Alemã em Imagens e Testemunhos de Dois Milênios é uma exposição permanente, aberta em Berlim com 8 mil artefatos, de relíquias de batalha a documentos e obras de arte.
Ela inclui um globo gigante que ficava no gabinete do ditador nazista Adolf Hitler, um chapéu triangular perdido por Napoleão quando ele fugiu do campo de batalha em Waterloo e um pedaço do Muro de Berlim.
"Os alemães orientais têm uma visão diferente da história alemã recente daquela do povo da antiga República Federal. Pode-se falar até mesmo em memória dividida", disse a chanceler Angela Merkel na abertura da exposição.
"A memória dividida dos alemães pode se unir. Isso seria uma conquista incrível desta exposição". Mas a exposição, aberta no Museu da História Alemã, tem seus críticos. O historiador alemão Hans-Ulrich Wehler disse que, embora os alemães tenham compartilhado uma mesma língua há séculos, a Alemanha, como país, só foi unificada em 1871, sob o governo de Bismarck.