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Medo do público é reconhecimento

Arquivo Geral

28/09/2003 0h00

Mesmo correndo o risco de apanhar na rua, Dan Stulbach, Manoelita Lustosa e Ana Roberta Gualda estão agradecendo o empurrão que as maldades de Marcos, Inês e Paulinha deram em suas trajetórias. Numa mistura de medo, para quem confunde ator e personagem, e admiração, o público tem mostrado aos atores que, na ficção, vale a pena jogar no time do mal.

“Nunca fiz uma vilã como essa, mas nunca fiz gente muito boa também. Esta semana, no shopping, as pessoas me chamaram de peste, bruxa. Quem falava com mais carinho me chamava de mazinha”, conta Manoelita, que no teatro já aterrorizou as crianças como a Cruela Cruel de 101 Dálmatas. “Inês é uma mulher amarga, no limite da tolerância, com uma maldade infinita. Às vezes eu acho que ela vai melhorar, mas está difícil. Na minha idade, gostaria muito de fazer agora uma mocinha”, diverte-se a simpática atriz, de 54 anos.

Dan Stulbach – consagrado no teatro na temporada de Novas Diretrizes em Tempos de Paz, com Tony Ramos – também sente a confusão do público na rua. “As pessoas encontram duas pessoas quando me vêem: o Marcos e eu”, diverte-se ele, que tem uma teoria sobre vilões. “O vilão questiona nossa moral, nossas decisões e nossa educação, nos provoca, instiga. A gente entra na casa das pessoas e às vezes as atinge mais diretamente que um médico, por exemplo.”

E apesar de Paulinha não poupar quem cruza seu caminho, tem gente que alivia a barra de Ana Roberta Gualda. “Além das broncas, tem quem se identifica e dá força”, conta a atriz, que vê no personagem um cartão de visitas. “Com suas maldades, falhas, sofrimentos e pequenas alegrias,me introduziu na TV”, diz ela, com nove anos de carreira.

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    28/09/2003 0h00

    Mesmo correndo o risco de apanhar na rua, Dan Stulbach, Manoelita Lustosa e Ana Roberta Gualda estão agradecendo o empurrão que as maldades de Marcos, Inês e Paulinha deram em suas trajetórias. Numa mistura de medo, para quem confunde ator e personagem, e admiração, o público tem mostrado aos atores que, na ficção, vale a pena jogar no time do mal.

    “Nunca fiz uma vilã como essa, mas nunca fiz gente muito boa também. Esta semana, no shopping, as pessoas me chamaram de peste, bruxa. Quem falava com mais carinho me chamava de mazinha”, conta Manoelita, que no teatro já aterrorizou as crianças como a Cruela Cruel de 101 Dálmatas. “Inês é uma mulher amarga, no limite da tolerância, com uma maldade infinita. Às vezes eu acho que ela vai melhorar, mas está difícil. Na minha idade, gostaria muito de fazer agora uma mocinha”, diverte-se a simpática atriz, de 54 anos.

    Dan Stulbach – consagrado no teatro na temporada de Novas Diretrizes em Tempos de Paz, com Tony Ramos – também sente a confusão do público na rua. “As pessoas encontram duas pessoas quando me vêem: o Marcos e eu”, diverte-se ele, que tem uma teoria sobre vilões. “O vilão questiona nossa moral, nossas decisões e nossa educação, nos provoca, instiga. A gente entra na casa das pessoas e às vezes as atinge mais diretamente que um médico, por exemplo.”

    E apesar de Paulinha não poupar quem cruza seu caminho, tem gente que alivia a barra de Ana Roberta Gualda. “Além das broncas, tem quem se identifica e dá força”, conta a atriz, que vê no personagem um cartão de visitas. “Com suas maldades, falhas, sofrimentos e pequenas alegrias,me introduziu na TV”, diz ela, com nove anos de carreira.

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