O tenor italiano Luciano Pavarotti, morto nesta quinta-feira em decorrência de um câncer no pâncreas, esteve sempre “muito sereno”, consciente da situação e tentando lutar contra a doença, disse hoje o oncologista Antonio Frassoldati, que atendeu o cantor durante os seus últimos dias de vida, na sua casa nos arredores de Modena, no norte da Itália.
Frassoldati, entrevistado pela rede de televisão Sky TG24, disse que Pavarotti foi sempre “muito consciente da situação, sempre tentando combater a doença”.
Pavarotti, que foi operado de um tumor no pâncreas em julho de 2006, em Nova York, esteve “muito presente e consciente do que acontecia, mas muito sereno”, disse o médico do Hospital Policlínico de Modena.
O tenor estava “cercado por seus parentes, que o acompanharam com muita atenção até o final”, especialmente sua mulher, Nicoletta, e suas filhas, que “estiveram sempre muito próximas”.
O médico disse que o que mais impressionava no tenor era “sua personalidade, sua vontade de viver, de estar sempre presente em todas as decisões”.