Os postos ligados à rede do SUS oferecem gratuitamente os remédios usados no combate à doença. Por meio do Tratamento Diretamente Observado para a Tuberculose (DOTS), os doentes recebem, além da medicação completa (composta pela combinação de três quimioterápicos), acompanhamento pelos profissionais dos postos, centros de saúde ou hospitais, ou das equipes de saúde da família. A medicação deve ser tomada durante seis meses, sem interrupção. “Enquanto a pessoa não inicia o tratamento, ela pode transmitir a doença por meio da fala, espirro ou tosse. Após duas semanas tomando o medicamento, ela já não transmite mais”, explica o médico.
Nos dois primeiros dias, o paciente já observa melhoras. O problema é que muitos acham que foram curados e abandonam o uso da medicação. O abandono do tratamento pode levar o paciente a adquirir a tuberculose multirresistente, que é a forma mais difícil de tratar. “No Brasil ainda são registrados poucos casos; no total são 1.300, sendo 90% deles decorrentes do abandono do tratamento”, observa Joseney. “É como se estivesse em um jogo onde se está ganhando e, caso pare de jogar, perde-se”, exemplifica.