Menu
Promoções

Medicação para dependente

Arquivo Geral

04/09/2004 0h00

O Congresso da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas – Abead, que termina hoje, em Santa Catarina, programou o anúncio, para seu público, de um novo medicamente para ajudar os dependentes de cocaína a largarem o vício. Trata-se na verdade do relato dos dados preliminares do estudo sobre o uso de uma medicação cujo princípio ativo é o topiramato. Essa pode ser a mais nova esperança para aqueles que querem largar a droga.

O topiramato já é comprovadamente um redutor da vontade dos dependentes de álcool de consumirem a bebida. O medicamento é um anticonvulsionante e pode regular dois neurotransmissores – o NMDA e o glutamato –, que ficam desregulados quando a pessoa faz uso crônico de drogas.

“O topiramato, no caso de alcoólatras, pode reduzir a probabilidade de recaída em 40%”, afirma o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da pesquisa, que também foi realizada em parceria com o psiquiatra Pedro Lima, da PUC-RS.

Para ajudar no estudo, 60 dependentes de cocaína participantes com idade média de 27 anos participaram dos testes. Eles foram divididos em dois grupos. No primeiro foi administrado o medicamento e, no segundo, foi usado placebo (substância inócua). “Um número significativo de pacientes reduziu o uso de cocaína por causa do topiramato”, garante o psiquiatra.

Os pesquisadores brasilieros tiveram suas premissas confirmadas, por sua vez, por um outro estudo norte-americano divulgado recentemente em uma publicação científica. Neste caso, 40 dependentes de cocaína, com idade entre 18 e 60 anos, também foram divididos em dois grupos, em que apenas um usava o topiramato. Ao final de 13 semanas de tratamento, 71% dos pacientes que usaram o topiramato se abstiveram da droga, contra 32% do grupo que consumiu o placebo.

Ronaldo Laranjeira acredita que, quando concluídos, os estudos brasileiros também devem “comprovar o que o estudo americano concluiu”.

    Você também pode gostar

    Medicação para dependente

    Arquivo Geral

    04/09/2004 0h00

    O Congresso da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas – Abead, que termina hoje, em Santa Catarina, programou o anúncio, para seu público, de um novo medicamente para ajudar os dependentes de cocaína a largarem o vício. Trata-se na verdade do relato dos dados preliminares do estudo sobre o uso de uma medicação cujo princípio ativo é o topiramato. Essa pode ser a mais nova esperança para aqueles que querem largar a droga.

    O topiramato já é comprovadamente um redutor da vontade dos dependentes de álcool de consumirem a bebida. O medicamento é um anticonvulsionante e pode regular dois neurotransmissores – o NMDA e o glutamato –, que ficam desregulados quando a pessoa faz uso crônico de drogas.

    “O topiramato, no caso de alcoólatras, pode reduzir a probabilidade de recaída em 40%”, afirma o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da pesquisa, que também foi realizada em parceria com o psiquiatra Pedro Lima, da PUC-RS.

    Para ajudar no estudo, 60 dependentes de cocaína participantes com idade média de 27 anos participaram dos testes. Eles foram divididos em dois grupos. No primeiro foi administrado o medicamento e, no segundo, foi usado placebo (substância inócua). “Um número significativo de pacientes reduziu o uso de cocaína por causa do topiramato”, garante o psiquiatra.

    Os pesquisadores brasilieros tiveram suas premissas confirmadas, por sua vez, por um outro estudo norte-americano divulgado recentemente em uma publicação científica. Neste caso, 40 dependentes de cocaína, com idade entre 18 e 60 anos, também foram divididos em dois grupos, em que apenas um usava o topiramato. Ao final de 13 semanas de tratamento, 71% dos pacientes que usaram o topiramato se abstiveram da droga, contra 32% do grupo que consumiu o placebo.

    Ronaldo Laranjeira acredita que, quando concluídos, os estudos brasileiros também devem “comprovar o que o estudo americano concluiu”.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado