Matemática e medicina costumam andar juntos, por mais estranho que isso possa parecer. Uma prova disso é um modelo matamático que pode ajudar a identificar aqueles atletas sujeitos a contusões, antes mesmo que elas ocorram. Ele mostra que os esportistas geralmente se apóiam em uma determinada combinação de movimentos, sem conseguir mudá-la facilmente. O que leva às lesões é exatamente a repetição.
Para identificar os movimentos de apenas uma ou duas articulações era preciso uma enorme capacidade de cálculo. Os matemáticos Rudi Penne, da Universidade Karel de Grote, na Bélgica, e Henri Laurie, da Universidade de Cape Town, na África do Sul, descobriram uma maneira de simplificar a análise dos movimentos corporais com o uso de uma técnica conhecida como geometria projetiva.
Penne e Laurie acompanharam jogadores de críquete, que costumam se contundir com freqüência. Eles descobriram que a maioria das ações permite que o jogador faça pequenos ajustes nos movimentos, mas em compensação, outras não deixam espaços para mudanças.