O sambista Martinho da Vila lançou ontem, às 19h, seu sétimo livro, Vermelho 17, na Casa de Cultura Laura Alvim, no bairro carioca de Ipanema. Depois de fazer incursões autobiográficas, Martinho volta ao universo infanto-juvenil e acha necessária a conversa com esse público. “O jovem precisa ler mais. Fiz a biografia de um garoto de 17 anos, através de uma literatura com a qual as pessoas dessa idade possam se identificar”, afirma.
Vermelho 17 conta a história de um adolescente carioca, que foi batizado como Vermelho de Assis Barreto, por ser a cor predileta de seu pai, torcedor do América Futebol Clube e dono da barbearia Madeixa. É lá que Vermelho conhece momentos importantes da História do Brasil, por meio de discussões religiosas e políticas.
O título do novo livro também faz alusão ao socialismo. O pai do menino da história é cheio de idéias revolucionárias. “Vejo o socialismo como uma saída. Mas não aquele socialismo utópico. É preciso pensar nas bases, na distribuição”, acredita Martinho da Vila.
A nova incursão literária inclui a parceria com o cartunista Ykenga. “As ilustrações casaram muito bem com a história. Foi o que mais gostei”, diz Martinho, satisfeito com o resultado.