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Marçal Aquino conversa com o público de Brasília

Arquivo Geral

17/04/2007 0h00

Para aqueles que têm vontade de perguntar ao consagrado escritor Marçal Aquino tudo sobre sua obra – desde a primeira cutucada de inspiração até as angústias do processo criativo em si –, hoje é dia de ir ao Centro Cultural Banco do Brasil. Lá, às 19h30,  o autor paulista estará à disposição como convidado da primeira edição do projeto Laboratório do Escritor em Brasília. O talk-show interativo terá mediação das jornalistas Valéria Lamengo e Cristiane Costa. A entrada é franca.

Até dezembro, outros cinco importantes autores nacionais contemporâneos – Luiz Vilela, Luiz Ruffato, Milton Hatoum, Lya Luft e Paulo Lins – participarão do projeto, falando do processo de criação de suas respectivas obras.

Munidas de 40 perguntas, as duas entrevistadoras – cuja experiência com jornalismo cultural e paixão pela literatura inspiraram o projeto –  vão procurar esmiuçar a jornada de criação de cada convidado. Para tanto, o trajeto  do escritor é esquadrinhado em quatro etapas: o nascimento da idéia; a rotina produtiva; a relação com editores; e a recepção da crítica.

Depois de responder às perguntas das jornalistas, Marçal terá outros 40 minutos entregues às curiosidades do público, que muitas vezes inclui jovens autores em busca de algo do know-how de quem já se consagrou. “Escrevo meus livros à mão, em cadernos; só depois passo para o computador”, garante Aquino. Eis aí uma curiosidade que certamente será comentada no decorrer do evento desta noite.

Marçal Aquino foi o escolhido para inaugurar o Laboratório do Escritor de Brasília  – no ano passado, houve uma primeira edição do talk-show no Rio de Janeiro – por ser, segundo Cristiane Costa, “um dos mais íntegros escritores contemporâneos, com literatura simples, mas bastante complexa nessa simplicidade”.

O autor de Faroestes e O Amor e Outros Objetos Pontiagudos (ganhador do Prêmio Jabuti 2000) também flerta com o cinema desde  o fim da década de 90. O primeiro roteiro foi escrito para o longa-metragem de Beto Brant, Os Matadores, adaptado de conto homônimo de Aquino. Depois, a parceria se repetiu em O Invasor – outra adaptação de um livro seu –, que arrematou o prêmio de melhor filme latino-americano no festival de Sundance em 2002. Outros cinco roteiros foram escritos por Marçal – o mais recente, para O Cheiro do Ralo, de  Heitor Dhalia, adaptado do livro homônimo de Lourenço Mutarelli.

Marçal explica que demorou a se render aos roteiros, pois “achava que, de atividade economicamente inviável, bastava a literatura”. E reitera sua paixão: “Eu sou um escritor que escreve roteiros, não um roteirista que publica livros”.

A recorrência de temas acerca do submundo urbano, reforçada nos filmes, acabou sentenciando Marçal à marca  de autor dedicado à violência e à marginalidade – rótulo severamente refutado por ele. “Gosto dos temas urbanos e sombrios e também dos rurais e luminosos”, afirma. “Por falar de temas do dia-a-dia, não posso me furtar de falar da violência”, defende-se.

Exemplo da diversidade  de temas abordados por Marçal Aquino é seu livro mais recente –   Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, romance passado no interior do Paraná,  que se encaixa, segundo ele, na vertente luminosa do autor. “Até me arrisco a dizer que o final é feliz”, atesta.

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