Nelson Mandela comemorou discretamente seus 88 anos nesta terça-feira, ao lado de sua família, enquanto os sul-africanos desejavam-lhe muitos aniversários pela frente.
Mandela passou o dia reunido com sua família em seu lar ancestral de Qunu, na província rural de Cabo Oriental. Ele não tinha eventos públicos agendados.
Mas a imprensa da África do Sul estava inundada de congratulações. Programas de rádio com a participação do público e jornais transbordavam de afeição ao homem a quem se atribui o fim do Apartheid e a virada da África do Sul para um democracia multirracial pacífica.
O presidente Thabo Mbeki, que sucedeu Mandela em 1999, divulgou um comunicado expressando esperanças de que o homem conhecido carinhosamente como "Tata" – ou avô – em todo o país "viverá o suficiente para ver o desabrochar completo da nação, na medida em que ela se converte em um povo pacífico, próspero e unido".
Mandela reduziu drasticamente suas aparições públicas e seus assessores dizem que, apesar de ele continuar com boa saúde, precisa passar mais tempo descansando e com sua família.
A terça-feira também marcou o aniversário de casamento de Mandela com sua terceira esposa, Graça Machel, com quem se casou ao completar 80 anos, em 1998.
O Nobel da Paz, que passou 27 anos em prisões do Apartheid antes de se tornar o primeiro presidente negro da África do Sul, depois das históricas eleições multirraciais de 1994, agora concentra-se em causas sociais, particularmente na luta contra a Aids na África.
Sua própria vida foi atingida pela epidemia quando seu único filho ainda vivo, Makgatho, morreu de Aids em 2005.