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Mal gera grande dependência

Arquivo Geral

03/08/2004 0h00

O mal de Alzheimer se caracteriza pela perda de memória, com grande impacto nas atividades cotidianas. Na maioria das vezes, os portadores da doença perdem, inicialmente, suas funções cognitivas: além da memória, a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, linguagem e compreensão. À medida que o comprometimento intelectual acontece, a pessoa torna-se mais e mais dependente. Perde, por exemplo, a capacidade de fazer sua higiene, de se vestir e de se alimentar sozinha. Ou seja, perde a sua autonomia e independência para as atividades de vida diária.

Assim, os portadores do mal de Alzheimer são pessoas que, embora possam estar fisicamente bem, precisam de supervisão e assistência 24 horas por dia. “Após o diagnóstico, os portadores da doença sobrevivem, em média, cinco anos”, destaca a coordenadora.

Embora o Alzheimer responda por cerca de 50% dos casos de demência registrados no Brasil, apenas um percentual muito pequeno da população idosa tem essa doença. Isso porque os estudos demonstram que no máximo 20% dos idosos com mais de 80 anos são acometidos por demência. “A grande maioria do segmento populacional dos idosos, mesmo com alguma doença crônica, vai estar muito bem; pode ter a sua hipertensão, o seu diabetes, mas mantendo sua autonomia e independência para as atividades de vida”, ressalta Neidil.

O diagnóstico da doença é basicamente de exclusão. É preciso estar atento para não confundir um esquecimento benigno e comum na velhice com a demência de Alzheimer. “O esquecimento de uma data de aniversário ou do lugar onde foi deixada uma chave por uma pessoa idosa, não significa que ela está desenvolvendo alguma demência; significa apenas que está com sua memória mais lenta”, afirma a coordenadora.

Neidil destaca que, graças à tecnologia e ao desenvolvimento de vacinas, antibióticos e cuidados sanitários, houve um crescimento da população idosa no País. Ela observa que à medida que essas conquistas sociais foram acontecendo, a população foi envelhecendo, mas a sociedade não se preparou para isso. É que junto às conquistas sociais também vêm os problemas, como o desafio de controle de doenças como hipertensão arterial e diabetes. “No Brasil, que ainda tem um percentual importante de jovens, é grande o preconceito contra a velhice, que precisa ser combatido”, conclui.

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    Arquivo Geral

    03/08/2004 0h00

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    Assim, os portadores do mal de Alzheimer são pessoas que, embora possam estar fisicamente bem, precisam de supervisão e assistência 24 horas por dia. “Após o diagnóstico, os portadores da doença sobrevivem, em média, cinco anos”, destaca a coordenadora.

    Embora o Alzheimer responda por cerca de 50% dos casos de demência registrados no Brasil, apenas um percentual muito pequeno da população idosa tem essa doença. Isso porque os estudos demonstram que no máximo 20% dos idosos com mais de 80 anos são acometidos por demência. “A grande maioria do segmento populacional dos idosos, mesmo com alguma doença crônica, vai estar muito bem; pode ter a sua hipertensão, o seu diabetes, mas mantendo sua autonomia e independência para as atividades de vida”, ressalta Neidil.

    O diagnóstico da doença é basicamente de exclusão. É preciso estar atento para não confundir um esquecimento benigno e comum na velhice com a demência de Alzheimer. “O esquecimento de uma data de aniversário ou do lugar onde foi deixada uma chave por uma pessoa idosa, não significa que ela está desenvolvendo alguma demência; significa apenas que está com sua memória mais lenta”, afirma a coordenadora.

    Neidil destaca que, graças à tecnologia e ao desenvolvimento de vacinas, antibióticos e cuidados sanitários, houve um crescimento da população idosa no País. Ela observa que à medida que essas conquistas sociais foram acontecendo, a população foi envelhecendo, mas a sociedade não se preparou para isso. É que junto às conquistas sociais também vêm os problemas, como o desafio de controle de doenças como hipertensão arterial e diabetes. “No Brasil, que ainda tem um percentual importante de jovens, é grande o preconceito contra a velhice, que precisa ser combatido”, conclui.

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