Na manhã de terça-feira, no elegante Hotel Unique, em São Paulo, a Rede Record reuniu publicitários, imprensa e convidados especiais para anunciar (de novo) a sua nova programação. Dados extra-oficiais estimam que mais de mil pessoas estiveram presentes. Se o departamento de cálculos do Canal 1 não estiver errado, esse deve ter sido o terceiro ou quarto encontro só neste ano promovido com o mesmo objetivo. Um ainda vai dar certo. De qualquer forma, com muito dinheiro pra gastar e mostrando que festinha é com ela mesma, a emissora pode se dar ao luxo de convocar praticamente todo o seu elenco, em solenidade apresentada por Lorena Calábria e Celso Freitas. Entre as maiores novidades, a confirmação de um novo programa com Tom Cavalcante, a estréia da novela A Escrava Isaura, a reforma no Repórter Record e, segundo o presidente Dennis Munhoz, investimentos pesados no jornalismo e teledramaturgia. Aliás, ele calcula US$ 8 milhões em tudo, principalmente na compra do que há de melhor em matéria de equipamentos. Agora tem o seguinte, até por uma questão de justiça: a Record é a única que está agitando o mercado e tem se colocado em condições de brigar por uma melhor posição no ranking da audiência. Não se trata de uma simples constatação: em termos de imagem, houve uma mudança no comportamento do mercado. Hoje, a maioria já não vincula a emissora à Igreja Universal. Este é um dado altamente positivo. E que essa também seja a última festa deste ano para anunciar “nova programação”.