Menu
Promoções

Madonna leva esperança e ceticismo ao Malauí

Arquivo Geral

09/10/2006 0h00

A viagem da popstar Madonna ao Malauí gerou esperanças de uma vida melhor para milhares de órfãos carentes, mas também reavivou dúvidas em relação ao impacto do altruísmo ocidental sobre o continente mais pobre do mundo.

Madonna passou a maior parte da semana passada visitando orfanatos e manteve encontros com autoridades governamentais e funcionários de organizações humanitárias, como parte de uma campanha para chamar a atenção para a situação de cerca de 900 mil órfãos no Malauí, país pobre de 13 milhões de habitantes onde muitas famílias foram destruídas pela Aids.

Madonna prometeu doar US$ 3 milhões a uma campanha para ajudar essas crianças, encabeçada pela organização humanitária Raising Malawi.

Ela e vários acompanhantes, incluindo seu marido, o cineasta Guy Ritchie, estão hospedados num hotel na capital Lilongue e vêm viajando em veículos utilitários esportivos levados ao país para sua visita.

A segurança tem sido forte, e a imprensa vem sendo mantida à distância da postar. Em Gumulira, um povoado árido de 6 mil habitantes perto da fronteira com a Zâmbia, o chefe local disse que os moradores da vila são gratos pela atenção recebida e pela nova escola construída com recursos levantados pela Raising Malawi, que destinou US$ 1,5 milhão ao povoado.

"Perdemos muitos pais aqui", disse o chefe George Gumulira, cujo sobrenome é o nome do povoado. "A escola foi construída para abrir oportunidades para as crianças. Torcemos para que ela seja ampliada, e nos foi dito que Madonna vai nos visitar".

Esau Emalasoni, de 10 anos, destaca a importância do projeto: "Meus pais morreram, então o povoado cuida de mim. Eu trabalho no campo, mas agora também estudo".

Apesar da gratidão, ainda há dúvidas quanto a se Madonna e outros ocidentais que trabalham para organizações beneficentes na África vão conseguir oferecer soluções de longo prazo, ao nível de base, para os maiores problemas do continente, tais como o combate à Aids e à miséria.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado