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Luana Piovani estréia espetáculo infantil na Villa-Lobos

Arquivo Geral

15/06/2007 0h00

Quando ainda estava em cartaz com a montagem de Alice no País das Maravilhas, a atriz Luana Piovani já tinha em mente  o próximo personagem que gostaria de interpretar no teatro: o Pequeno Príncipe. Até transformar seu objetivo em realidade, Luana percorreu um longo caminho – que conta, inclusive, com uma viagem para a França para negociar os direitos autorais da adaptação do livro para os palcos.

O resultado de todo o esforço da atriz culminou com a turnê de O Pequeno Príncipe que, desde março de 2006, já percorreu várias cidades brasileiras e, até o final da excursão, no próximo mês, deve chegar ao número de 200 mil espectadores. O público brasiliense terá oportunidade de conferir a peça de hoje a domingo, em  temporada na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.

Com adaptação e direção de João Falcão, o espetáculo conta a história de um misterioso menino que mora em um pequeno asteróide. Em uma passagem pela Terra, ele conhece  um piloto cujo avião caiu no deserto do Saara. A nova amizade marcará a vida de ambos. Publicado originalmente em 1946, O Pequeno Príncipe foi escrito pelo francês Antoine de Saint-Exupéry. O livro conquistou crianças e adultos com sua sensibilidade e mensagem humanista.

“Conheci a história pelo filme, primeiramente. Depois, aos 15 anos, li o livro”, lembra Luana Piovani, que, para fazer o protagonista, enfrentou o desafio de deixar a feminilidade de lado. “Fui criada no interior, fazendo coisas de moleque. Me inspirei nisso para o personagem”, conta. Depois de fazer Alice, Luana sabia que queria interpretar um texto que falasse de coisas mais complexas.

“Tenho ficado muito impressionada com o que tem acontecido no mundo hoje em dia. Existe muito egoísmo, as pessoas não se importam umas com as outras. Da minha parte, o que posso fazer é uma peça que toque as pessoas”, diz a atriz. “O Pequeno Príncipe fala de valores esquecidos hoje em dia. Isso é importante, ainda mais para as crianças”, reforça João Falcão.

O diretor e a atriz observam que a absorção das mensagens da peça depende da idade da criança (os mais novos, aliás, nem se dão conta de que uma mulher interpreta o protagonista), o que  também pode ser dito do livro. “Eles podem não entender as metáforas, mas entendem a história, a busca do personagem por amigos, sua tristeza, sua saudade da Rosa, de seu planetinha”, assegura Luana.

Para João Falcão, o Pequeno Príncipe é um personagem muito puro e verdadeiro. “Isso as crianças percebem”, aponta. A grande mensagem da peça, segundo Luana, é a que diz respeito às coisas invisíveis aos olhos: “Só se vê com o coração”, diria o princepezinho.

O Pequeno Príncipe –  Espetáculo teatral inspirado no livro de Antoine de Saint-Exupéry. Direção de João Falcão. Com Luana Piovani, Marcus Alvisi, Isabel Lobo, Ana Baird, Renato Oliveira. Sexta-feira, às 20h; sábado, às 16h e às 18h, e domingo, às 15h e 17h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Ingressos a R$ 70 e R$ 35 (meia). Informações: 3325-6256.

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