Troncos, galhos, frutos e sementes encontrados no chão do cerrado são as matérias-primas utilizadas pelo escultor francês Patrick Ouger. O resultado do trabalho pode ser visto na exposição Visão francesa do cerrado, na Galeria Parangolé do Espaço Cultural Renato Russo – 508 Sul, no período de 20 de agosto a 13 de setembro.
Depois de coletar o material durante as caminhadas que faz pelo planalto central, o artista inicia o trabalho com as sobras do cerrado, assim definidas por ele. O resultado são peças que variam de tamanho e vão desde pequenas e delicadas até maiores, apropriadas para projetos paisagísticos e jardins. O público brasiliense poderá conferir vinte e cinco peças, de tamanhos variados. Algumas delas pertencem a colecionadores e foram cedidas para a mostra. Outras estarão à venda.
Os nomes dados às esculturas correspondem à transformação e à múltipla percepção a partir da interação que a pessoa faz com elas. Destacam-se: Tubarino (mistura de tubarão com rinoceronte); O casal (cada lado da escultura revela um corpo feminino e outro masculino em uma só estrutura); Ovo cósmico e Peixe-anta. Segundo Patrick, o objetivo principal da exposição é sensibilizar e conscientizar jovens e pessoas de mais idade para que sejam mais atentas com o cerrado.
Sobre o artista
Patrick é um artista autodidata. Aos 18 anos, resolveu conhecer o mundo e caiu na estrada. Trabalhou muito tempo como técnico em ótica. Na década de 80, viajou por toda a Europa, visitou museus, galerias de arte e acompanhou festivais culturais. Morou no Caribe, visitou África, Índia, Nepal, Tailândia e Malásia antes de vir ao Brasil. Ao longo das viagens, descobriu outro talento e prazer: a gastronomia. Sobreviveu graças à conjugação das duas artes, ou seja, escultura e gastronomia.
De 20 de agosto a 13 de setembro, na Galeria Parangolé (Espaço Cultural Renato Russo – 508 Sul). Informações 9641-1624. Classificação livre. |