Não, Magda e Caco Antibes não voltaram. Desta vez, os personagens interpretados por Miguel Falabella e Marisa Orth em Sai de Baixo estão separados em Toma Lá, Dá Cá, que estréia hoje, no lugar de A Diarista.
O novo humorístico da Rede Globo começa com a necessidade de dar muitas explicações. Apesar de algumas semelhanças com o extinto Sai de Baixo, os atores garantem que é outra história. “As linguagens são muito diferentes”, explica Falabella, que atua e divide a autoria com Maria Carmem Barbosa. “No Sai de Baixo, o público era um dos personagens. Nós parecíamos macacos, comíamos a mobília, escalávamos as cortinas”.
Outra semelhança com Sai de Baixo é o fato de o seriado ser gravado com platéia. O som das risadas entra na edição, mas o público não é exibido. “A reação é espontânea e sem claquete, mas evitamos mostrar a platéia para não desviar o foco”, afirma o diretor Mauro Mendonça Filho.
Os episódios vão fazer graça com temas da atualidade, como o Pan do Rio e a crise aérea. Em um dos capítulos, Copélia (Arlete Salles), a mãe de Celinha (Adriana Esteves), tem caso com um atleta dos Jogos Pan-Americanos. “Para Copélia, o prazer vem em primeiríssimo lugar. Estou muito feliz com essa minha volta à TV’, comemora Arlete.
Trama
A história se passa em um condomínio na Barra da Tijuca, onde duas famílias vivem verdadeiras loucuras. Celinha é mulher de Mário Jorge (Miguel Falabella), que já foi casado com Rita (Marisa Orth), atualmente mulher de Arnaldo (Diogo Vilela) que, por sua vez, já foi marido de Celinha.
Os casais compartilham os problemas dos filhos e de Copélia, que é viciada em sexo e se acha ainda adolescente. No passado, Mário e Rita tiveram Isadora (Fernanda Souza) e Tatalo (George Sauna). Celinha e Arnaldo são pais de Adônis (Daniel Torres) e, apesar de os adolescentes morarem com suas mães, não há limites na hora que eles aprontam.
É uma verdadeira correria de uma casa para a outra, numa interminável confusão. “Seria bom fazer o sucesso do Sai de Baixo, mas a Rita nada tem a ver com a Magda. Agora não temos aquelas piadas infames”, explica Marisa.
Diogo Vilela compara o novo programa a outro sucesso da Globo: “As piadas sobre a realidade do País me lembram o que eu fazia no TV Pirata. Quem tenta organizar e acalmar todos esses personagens é a empregada Bozena (Alessandra Maestrini), que acaba irritando mais ainda com as longuíssimas histórias de sua cidade natal, Pato Branco, no interior do Paraná. E quem aumenta as confusões no condomínio é a síndica Álvara (Stela Miranda). Ela é muito intrometida e quer controlar tudo o que ocorre no lugar.
Estréia
Fernanda Souza, que interpreta Isadora, filha do casal, mostra que caiu nas graças da comédia. “Quem me conhece sabe que eu sou fã dos humorísticos’, avisa a atriz, que já perdeu sete dos nove quilos que engordou para interpretar a Carola da novela O Profeta.
Mesmo com o divórcio da mãe, a distância não será um problema para Isadora encontrar o pai, já que ele mora em um apartamento em frente ao seu. “Eles convivem no mesmo andar e, por isso, relacionam-se a todo momento’, conta a atriz, encantada por saber que vai dividir o palco com veteranos como Falabella, Vilela e Marisa Orth. “São atores que eu ainda não tenho contato, mas que já sou fã por outros trabalhos. Nem acredito que vou atuar com eles’, diz.
Isadora, resume, “é uma garota nada tímida que se envolve facilmente”. Os dois quilos que ainda planeja perder são justificados pelo figurino de Isadora, que vai abusar das roupas curtas. A atriz parece estar mesmo pegando gosto mesmo pela comédia. Seu primeiro personagem cômico foi em Alma Gêmea (2005), quando viveu a caipira desajeitada Mirna. Logo depois, interpretou a singela e desajeitada Carola de O Profeta. “Foram personagens engraçados, mas que ao mesmo tempo carregavam um peso dramático muito grande’, lembra.
Em Toma Lá, Dá Cá, Fernanda terá a oportunidade de atuar com uma proposta humorística mais bem definida. “É um humor rasgado, que não exige variação de comportamento para o personagem. Com isso, o clima no estúdio se torna mais leve’, avalia. Outra situação que anima Fernanda é o fato do programa ter perfil teatral, com uma platéia que acompanha as trapalhadas das duas famílias. “Essa é uma característica muito bacana porque você tem a resposta do público como se estivesse no teatro”, avalia.