A terceira noite da mostra competitiva em 35mm do 41° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro apresenta, hoje, no Cine Brasília, os curtas-metragens Brasília (Título provisório), comédia de J. Procópio, e o documentário A arquitetura do corpo, do mineiro Marcos Pimentel. O longa-metragem que encerra a noite é Siri-Ará, produção cearense de Rosemberg Cariry.
Considerado o único longa-metragem puramente de ficção na mostra competitiva em 35mm do Festival de Brasília deste ano, Siri-Ará faz uma referência à primeira tentativa de colonização do Ceará.
“Foi quando dom Pero Coelho, em 1603, partiu em busca de riquezas e encontrou a primeira grande seca registrada, que fez com que apenas nove pessoas escapassem”, conta o diretor. “Recorro a grupos dramáticos populares como o Reisado e a Banda de Pífanos para recontar a história dentro da dramaturgia do figural”, explica Cariry, cineasta e filósofo.
Curtas
Brasília (título provisório) abre a competição, hoje. “O curta é sobre um cara pensando em um filme que ele quer fazer”, conta J. Procópio. “A construção de Brasília fracassou e os personagens vão viver aventuras durante uma excursão arqueológica”, adianta o diretor.
De acordo com o cineasta, os personagens são estereótipos de filmes de aventura. E as referências vão desde o médico-herói Jack Shephard, do seriado Lost até a arqueóloga dos games Lara Croft. No elenco estão Eduardo Moraes, Thiago Fragoso e Nara Faria.
A Arquitetura do Corpo, por outro lado, injeta leveza no festival com um documentário sobre o universo do balé. “É um mundo de dor e beleza. O filme mostra o que acontece nos intervalos das apresentações, os esforços repetitivos e a tensão para obter uma vaga em uma audição”, explica o diretor. Filmado no final do ano passado, o curta procurou várias personagens de diferentes classes sociais, idades e ambições para traçar um panorama sobre os bailarinos.