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<i>Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado</i> revitalizam a série

Arquivo Geral

29/06/2007 0h00

A grande expectativa em torno de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, que estréia hoje no Brasil, é pela presença do mítico surfista alienígena, um dos personagens “cabeça” da Marvel.
Que os fãs – e são muitos, já que o personagem tem um visual incrível e alguma profundidade – fiquem tranqüilos: seu Surfista de estimação aparece em toda sua glória prateada e não decepciona.

Esse acerto e toda a campanha de marketing explicam a liderança do filme em seu fim de semana de estréia nos EUA. Já o perfil infanto-juvenil aqui perpetuado pela franquia explicam a queda que o filme deu na semana seguinte, perdendo 65% de sua bilheteria de estréia.

Mesmo com todos os efeitos especiais, não há surfista que fique em pé no maremoto causado pela mistura de atores pouco conhecidos – à exceção da bela Jessica Alba, como a Mulher Invisível, com direção do pouco badalado Tim Story, diretor do fracassado Taxi, com Gisele Bündchen.

Fama
O enredo desta seqüência, uma fusão de diversas tramas das HQs do Quarteto, é centrado na aparição do Surfista, cuja chegada à Terra afeta o planeta como se fosse um aquecimento global potencializado.

Para os quatro fantásticos, sua chegada não podia ser em pior hora. Atormentados pelas obrigações e pela fama que vêm com seus superpoderes, Reed Richards, o Dr. Fantástico, e Sue Storm, a Mulher Invisível, têm planos de casar e largar a carreira de heróis em troca de uma vida normal.

A decisão não cai bem para o playboy Johnny Storm, o Tocha Humana, e para Ben Grimm, o monstruoso Coisa, que se sentem traídos.

Não tardará até os quatro perceberem que essa discussão é o menor dos problemas, já que o estranho alienígena de prancha está abrindo buracos no planeta e preparando-o para uma destruição iminente.

Pior: entre outros efeitos colaterais (como tornar o Tocha Humana um ímã de poderes dos outros três), sua aparição ressuscita o inimigo do primeiro filme, o Doutor Destino.

Os pontos altos do filme são as seqüências de ação e os efeitos especiais caprichados, a cargo da Weta Digital (que fez King Kong).

É verdade que, em várias ocasiões, o Surfista Prateado (dublado por Laurence Fishburne) e seus movimentos lembram muito o robô-vilão de Exterminador do Futuro 2, mas suas peripécias são certamente o principal chamariz do filme.

Os fãs também vão manter os olhos abertos para a indefectível participação de Stan Lee, criador dos personagens, e de Galactus, o vilão-mor – e provavelmente vão apreciar mais a primeira do que a segunda.

No geral, o novo filme dos quatro fantásticos mantém o nível do primeiro, perdendo a chance de igualar à franquia a de outros super-heróis bem-sucedidos nas telas recentemente, como o Homem-Aranha e os X-Men.

Talvez na terceira tentativa – e ela virá, como o final deste filme deixa claro, após os primeiros créditos – os heróis tenham mais sorte.

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