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<i>Miami Vice</i> é uma das estréias nos cinemas brasilienses

Arquivo Geral

25/08/2006 0h00

Miami Vice, o filme de Michael Mann que estréia nesta sexta-feira nos cinemas, seria uma reedição da série de sucesso dos anos 80, estrelada por Don Johnson (Sonny Crockett) e Philip Michael Thomas (Ricardo Tubbs), com carrões atravessando as ruas da Vice City (a Miami fictícia) em perseguições em alta velocidade e mulheres desfilando de maiôs sob o sol do eterno verão da cidade. Os carrões compõem as primeiras cenas (mais arrojadas); as mulheres, idem. Mas o sol não faz parte da cenografia e a cidade muito menos. Não justifica o uso da marca Miami Vice, com todo respeito a Mann, produtor executivo dos primeiros anos do seriado norte-ameircano.

O longa-metragem (cuja idéia vem de um filme obscuro dos anos 40, antes da série), agora tem o irlandês Colin Farrell e o estelar Jamie Foxx (oscarizado por brilhante interpretação em Ray) como a famosa dupla de detetives do Departamento de Narcóticos de Miami. Mas, agora, Sonny e Ricardo (ou Rico), deixam as ruas de Miami e vão fazer “negócios” em Cuba, naturalmente dominada pelo narcotráfico (tema central de Miami Vice). É como se a trama orquestrasse apenas um novo episódio da série – os personagens não são introduzidos ao público e pouca coisa do passado da dupla é explicada.

Boa parte dos espectadores do novo Miami Vice provavelmente nunca assistiu às aventuras originais. Não faz muita diferença. São aproveitados apenas os nomes dos detetives e a música-tema de Jan Hammer. O resultado dessa experiência não é dos melhores para o padrão do cinema de ação de Hollywood, nem serve como aperitivo nostálgico para os saudosistas.

A costura da trama é frouxa e o desenlace das investigações é confuso. Durante um trabalho numa boate, Rico e Sonny são interrompidos pelo chefe do FBI, suplicando ajuda para concluir uma operação frustrada, comandada pelo mais poderoso cartel cubano de drogas, que planeja entrar com um novo carregamento no sul da Flórida. O envolvimento amoroso de Sonny com a mulher de um traficante, Isabella (Gong Li) arrasta o ritmo – e o filme só decola nos minutos finais, no clímax. Pelo menos.

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