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<i>Luzes do Além</i> estréia com terror previsível

Arquivo Geral

27/07/2007 0h00

Quando você acha que já viu de tudo no cinema americano, Hollywood surpreende com filmes como Luzes do Além, espécie de seqüência de Vozes do Além. A surpresa, que fique bem claro para o leitor, infelizmente, não é nada positiva. Como se o gênero terror não estivesse desgastado o suficiente, o diretor Patrick Lussier (Drácula 2000) testa a paciência (e inteligência) do espectador com mais um filme dispensável.

A trama gira em torno de Abe Dale (Nathan Fillion), cuja esposa e filho foram brutalmente assassinados diante de seus olhos. Arrasado, ele tenta o suicídio, mas é salvo pelos médicos que o atenderam no hospital. Quando estava entre a vida e a morte, Abe viu sua família em um túnel branco. Ao recobrar a consciência, ele passa a ver e ouvir coisas estranhas. Além de enxergar uma aura branca ao redor de algumas pessoas, ele é assombrado pela visão de gente morta.

O protagonista descobre que aqueles cercados pela luz branca estão prestes a morrer. Abe, num surto de altruísmo, decide então salvá-los a todo custo. Paralelamente, ao investigar a morte de seus entes queridos, o personagem descobre que esse episódio está diretamente relacionado com seus novos “poderes”. Ele é mais um numa espécie de maldição contagiosa: você deve matar aqueles que salvar, caso contrário, três dias após salvá-los, influenciados por espíritos malignos, eles matarão alguém.

Previsível
O que poderia ser uma metáfora sobre a interferência do homem em seu inevitável destino se transforma, nas mãos do roteirista Matt Venne e do diretor Patrick Lussier, em uma viagem de 99 minutos em um trem fantasma de parque de diversões de cidade do interior, ou seja, sustos (muito) previsíveis, mortos que não assustam, trilha sonora apelativa e situações demasiadamente forçadas.

Não espere da trama suspense, momentos de tensão ou reviravoltas, já que a história logo se torna óbvia. Nem quando apelas para clichês do gênero – como as interferências causadas pelos espíritos em imagens de televisão –, o filme se sai bem. Diante desse cenário, nem o bom desempenho da atriz Katee Sackhoff (como Sherry Clarke), justifica o ingresso.

Luzes do Além deveria ser exibido em faculdades de cinema em aulas sobre como não fazer um filme de terror. Que sirva de lição também para o espectador: quanto menos exigente ele se torna, mais filmes como esse infestarão os cinemas.

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