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<i>Leões e Cordeiros</i>, com Meryl Streep e Tom Cruise, chega às telonas

Arquivo Geral

09/11/2007 0h00

O filme Leões e Cordeiros (Lions for Lambs), que estréia nos cinemas nesta sexta-feira, tem elementos suficientes para ser considerado sucesso de público imediato, como a direção de um figurão de Hollywood que já provou ser não apenas um ator marcante, mas um respeitável diretor Robert Redford. Outros dois nomes de peso contracenam boa parte do filme: Meryl Streep e Tom Cruise. E, além disso, trata de um tema polêmico: a participação das tropas americanas em guerras contra o terrorismo.

Dito isso, vamos aos fatos. O filme se desenvolve em três eixos: o senador Jasper Irving (Tom Cruise) convida a experiente jornalista Janine Roth (Meryl Streep) para revelar a ela, em primeira mão, um novo plano para tropas americanas no Afeganistão. Jasper quer convencer a opinião pública, por meio de uma matéria de Janine, que o governo deve manter as tropas no país para encerrar de vez sua cruzada contra o terrorismo. É a cartada final do senador rumo à Casa Branca.

O drama pessoal entra em cena com Arian Finch (Derek Luke) e Ernest Rodriguez (Michael Peña), amigos e colegas da Universidade da Califórnia, que decidem se alistar no exército para lutar ao lado das tropas americanas no Afeganistão. Eles já estão em território inimigo, prestes a colocar em prática o plano do ambicioso senador.

Ao mesmo tempo, o professor Stephen Malley (Robert Redford), que leciona em uma universidade da Califórnia, tenta convencer Todd, um aluno descompromissado a se envolver na questão de Ernest e Arian, seus ex-alunos.

A partir desses três pontos de vista, Robert Redford – agora como diretor – traça um embate que vai além da simples divisão entre mocinhos e vilões. Ele toca na ferida dos personagens, que não são nem bonzinhos, nem malvados, são apenas seres humanos que algumas vezes tomam decisões equivocadas.

Janine, a jornalista que a princípio é desenhada como uma figura imune e imparcial, é questionada sobre o apoio dado ao governo na época da invasão do Iraque. O senador, que tem tudo para ser retratado como um canalha republicano de primeira estirpe, se mostra como um consciente defensor da segurança do povo americano.

Aos jovens combatentes, em vez de representarem a personificação da segurança nacional em território inimigo, é reservado o objetivo de, ao deixarem a missão e o exército,  terem dinheiro para pagar a faculdade. Ou seja, no mundo de Redford, como no mundo real, todos têm o direito de lutar – nem que seja somente por seus interesses pessoais.


 

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