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<i>Eu Sou a Lenda</i> é um bom cinema de gênero

Arquivo Geral

18/01/2008 0h00

O apocalipse volta sobre Nova York no thriller de suspense Eu Sou a Lenda, segundo longa-metragem do diretor Francis Lawrence. O cineasta assinou a adaptação para a telona da HQ do herói-exorcista Constantine, em 2005, e agora redesenha a profecia romanceada originalmente pelo ficcionista norte-americano Richard Matheson em 1954.

Contada (Mortos que Matam, 1964) e recontada (A Última Esperança da Terra, 1971) nos cinemas, a história de Eu Sou a Lenda é aperitivo para a geração videoclipe e um bom cinema de gênero. Ainda que todos os títulos de ação mais recentes venham com um quê de ficção científica enraizado nas concepções digitais de produção, o novo filme de Lawrence representa a pequena parcela da cinematografia contemporânea de Hollywood dedicada a perpetuar esse viés apocalíptico – tão comum a partir da década de 1960 (Planeta dos Macacos, 2001: Uma Odisséia no Espaço).

Não se compara a nenhum dos dois clássicos. O filme, estrelado pelo astro Will Smith, é muito mais entretenimento, apesar de aproveitar bons conceitos do universo ficcional de Matheson. A receita é também mais temperada do que a safra-clichê do cinema-catástrofe de 1998, quando da enxurrada de bombas procedidas por Armageddon (Impacto Profundo e o remake de Godzilla).

Num futuro próximo, no ano de 2012, o cientista do exército americano Robert Neville (Will Simth) acredita ser o único sobrevivente de um vírus que devasta a população mundial – ou melhor, infecta os seres vivos, transformando-os em espécies de mortos-vivos notívagos.
Seus 1001 dias de solidão na Terra até então foram compartilhados com sua cadela, Sam, e a esperança de encontrar a tal cura para reverter a infecção.  Ele, como única esperança da humanidade, no entanto, escapa um dia da rotina e se vê perseguido pelos tais mortos-vivos agressivos.

Ao final, Lawrence suaviza as questões levantadas por Matheson, mas não decepciona. Há ainda a participação da brasileira Alice Braga (Cidade de Deus), que não tem lá grande importância, a não ser pela incômoda e infame piada sobre Bob Marley  – para não entregar detalhes preciosos ao thriller.

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