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<i>Esses Moços</i> chega aos cinemas com dois anos de atraso

Arquivo Geral

25/05/2007 0h00

Duas irmãs vivem à sorte das ruas da Cidade Baixa, em Salvador. As personagens podiam até fazer parte do livro Capitães de Areia, de Jorge Amado, mas são, na verdade, protagonistas do filme Esses Moços, do diretor baiano José Araripe Jr. (Mr. Abrakabadra e Rádio Gogó), que estréia nos cinemas da cidade, com dois anos de atraso.

A semelhança com o clássico de Jorge Amado, porém, não é pura coincidência. “Me inspirei no livro, sim. Os capitães de areia modernos ainda sofrem as mesmas mazelas e brincam nas mesmas areias”, afirma Araripe, que mostra no filme a violência e a falta de esperança de pessoas que vivem nas ruas de Salvador, sem abandonar o recorte onírico da infância. “Sempre vou pelo lado lúdico, pois estar  na rua não significa perder os sonhos. Onde há arte, há esperança”, filosofa.

A trama enfoca o cotidiano de duas crianças em busca do futuro e de um homem em busca do passado. Numa fábula urbana que une drama, humor e aventura, uma garota explora a irmã pequena e, nas ruas, encontram um homem sem memória (Inaldo Santana) que tentam ajudar.
Araripe assina o roteiro com os amigos Ricardo Soares (jornalista e escritor), Victor Mascarenhas (redator) e Hilton Lacerda, (Cartola, Amarelo Manga e Árido Movie).

“Esse é um filme em que há uma linha filosófica e social que é autoral num sentido de grandes decisões, digamos o ethos do filme”, avalia o diretor. “Acredito que Esses Moços será um filme degustado por muitos anos. O que lhe faltará de poder de mídia agora, sobrará no futuro, no boca-a-boca entre pessoas sensíveis e procupadas com temas mais contudentes”.

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