Caminho para Guantánamo conta o drama real de quatro jovens ingleses de descendência paquistanesa, moradores da cidade de Tipton, Inglaterra, que, confundidos com terroristas, são arbitrariamente presos na base naval americana de Guantánamo, Cuba, onde passam por torturas e humilhações.
Desde que o filme foi lançado, no Festival de Berlim de 2006, Asif, Ruhel, Shafiq e Monir tornaram-se o símbolo da luta contra os horrores daquela prisão. Depois de sacudir Berlim – assim como Fahrenheit 11 de Setembro fez em Cannes, em 2004 –, o filme foi visto por 1,6 milhão de ingleses quando exibido na TV britânica.
Em 11 de julho de 2006, a corte suprema americana derrotou o governo e os argumentos do presidente George Bush, declarando ilegais os tribunais militares lá realizados. No dia 28 do mesmo mês, o Comitê de Direitos Humanos da ONU pediu o fechamento imediato de Guantánamo (entre outras prisões secretas do Afeganistão e Iraque), alertando que os prisioneiros fossem apresentados a um tribunal capaz de decidir sobre a legalidade de sua detenção.
A história foi contada pelos personagens reais, entre entrevistas, imagens de arquivo e a recriação do que viveram.