O filme Borat liderou as bilheterias mundiais pelo segundo fim de semana, graças ao aumento no número de cinemas norte-americanos que exibem a comédia que virou fenômeno.
O "mockumentary" (falso documentário cômico) sobre um repórter da TV cazaque que tem medo de judeus e sua aventurosa travessia dos Estados Unidos arrecadou US$ 29 milhões nos EUA e no Canadá entre 10 e 13 de novembro e US$ 15 milhões em 20 outros países, informou hoje a distribuidora 20th Century Fox.
O astro do filme, o humorista britânico Sacha Baron Cohen, viu-se na posição incomum de superar três grandes astros de Hollywood: Will Ferrell, Russell Crowe e Brad Pitt.
A comédia Mais Estranho Que a Ficção, de Will Ferrell, estreou na quarta posição com arrecadação respeitável de US$ 14,1 milhões, e a nova comédia romântica de Russell Crowe, Um Bom Ano, vendeu apenas US$ 3,8 milhões e ficou na décima posição. O drama Babel, com Brad Pitt, saltou 14 posições para ocupar a sexta, vendendo US$ 5,7 milhões em seu primeiro fim de semana sendo exibido em circuito amplo.
Uma semana depois de espantar os especialistas em Hollywood com uma abertura de US$ 26 milhões em apenas 837 cinemas da América do Norte, Borat foi levado a 2.566 salas em seu segundo final de semana e tornou-se um filme obrigatório.
Dirigido em estilo informal por Larry Charles, ex-roteirista e produtor do seriado Seinfeld, o filme custou US$ 18 milhões para ser feito.
Os segundo e terceiro colocados nas bilheterias mundiais foram os mesmos da semana passada: a comédia natalina Meu Papai é Noel 3, da Disney, e a comédia de animação Por Água Abaixo, da DreamWorks Animation.
O sucesso inesperado de Borat junto ao grande público e a resistência surpreendente dos dois filmes familiares prejudicou a estréia de Mais Estranho Que a Ficcão, em que Will Ferrell faz um homem comum atormentado por uma voz interior criada por uma romancista (Emma Thompson).
Um Bom Ano, com Russell Crowe, já decepcionou na Grã-Bretanha e atraiu principalmente cinéfilos mais velhos, que costumam prestar mais atenção às resenhas – que, no caso desse filme, foram negativas.
Dirigido por Ridley Scott, o filme traz um estressado corretor financeiro britânico (Crowe) que herda um vinhedo na França e parte para esse país para curtir uma vida mais simples. A direção é de Peter Mayle.
Outro lançamento do fim de semana foi The Return, estrelado pela rainha do terror Sarah Michelle Gellar, que estreou na oitava posição, com vendas de US$ 4,8 milhões em ingressos, consideradas "muito decepcionantes" pela distribuidora do filme. O público principal da atriz, composto de garotas suburbanas, prestigiou o filme, que também foi visto pelo público latino, devido ao conteúdo espiritual da história.