Em mais uma rodada de Big Brother Brasil, a novidade, agora, começa com o número de participantes: 16, contra 12 das primeiras edições do programa e 14 das últimas. Entre as oficialmente 50 mil inscrições, também não houve escolha aleatória.
"O sorteio foi uma inovação brasileira, uma decisão da direção do programa, para apresentar ao público uma novidade", justifica o diretor da atração, Boninho. "Da mesma forma, por uma decisão editorial, preferimos não fazer o sorteio para esta edição".
Uma das escolhidas pela produção é a brasiliense formada em Turismo Juliana Lima Regueiro, de 29 anos. A brasiliense tem namorado, faz natação, patina no Parque da Cidade e pratica Acrobacias em Tecido – uma nova especialidade nas artes circenses na qual, a partir de uma faixa de tecido afixada em lugar seguro, o acrobata realiza sua performance artística. Adora fazer exercícios. Por tudo isso, Juliana já é séria candidata a posar para a Playboy.
Entre as novidades do programa está a mudança na prova do anjo: ele desta vez não vai estar sozinho na escolha da imunidade de um participante. Sua decisão terá de ser apoiada ou vetada por um dos brothers, escolhido por sorteio.
"Se o participante vetar a decisão do anjo, não haverá imunidade no paredão da semana", explica Boninho. "O candidato terá as mesmas chances de ir como os demais, acirrando a disputa pelo prêmio", diz Boninho.
Outra novidade será um detector de mentiras que vai ser usado nos brothers. O equipamento, importado de Israel, ficará acoplado aos microfones. Só os espectadores saberão quando os participantes mentem.
A casa, como nas outras edições, foi totalmente reformada. O quarto do líder ficou maior; o banheiro, que era do lado de fora na última edição, voltou para dentro da casa; e o spa e a área para atividades externas também cresceram. De todos os Big Brothers do mundo, o do Brasil é o que apresenta a maior área externa. Sala de ginástica, quartos e confessionário ganharam uma nova decoração.
Outra novidade alardeada é que esta edição do programa ganhou uma versão "só para maiores", que irá ao ar nas noites de quarta-feira, após a série 24 Horas. Ela será comandada pelo repórter Vinícius Valverde, o mesmo que substituiu Renata Capucci na última edição do programa.
Mas calma: nem por isso o telespectador de televisão aberta poderá ver tudo o que acontece embaixo dos edredons, além dos vexames das festas que adentram a madrugada. "O Só Para Maiores será um programa de debates", define Boninho. "O que é apimentado no programa é que os assuntos serão debatidos com liberdade".
A proposta é levar o eliminado da semana até o programa, onde ele será avaliado por uma platéia de cerca de 20 convidados. Ao lado do público, eles vão votar, por meio do telefone, internet e SMS e dar uma nota para o eliminado. Se a nota ficar abaixo de seis, o candidato vai receber uma chuva de tomates da platéia. Mas, se ele ficar com mais de seis, vai ganhar o troféu "Eu escapei do Big Brother Brasil".
Nesta edição, Pedro Bial diz estar apavorado. "Só não é igual ao pavor do BBB 1 porque, talvez seja um pouco pior", confessa. "É dificil manter o frescor, o olhar infantil". O apresentador diz estar de acordo com as mudanças no critério de escolha dos participantes, com a eliminação dos jogadores escolhidos por sorteio.
"Havia uma vontade de fazer justiça social, mas esse nunca foi o nosso compromisso", atenta Bial. "Nosso compromisso é divertir. No momento em que os sorteados entraram, eles logo eram identificados como os mais pobres, os coitados, ainda que essa nem sempre fosse a realidade".
Até abril, quando o Big Brother Brasil 7 sai da programação, a rotina do jornalista muda radicalmente: "Viro um telespectador obsessivo do programa. Minha vida fica em função do BBB, e isso me esgota física e emocionalmente".
Apesar de se declarar fã da atração, Bial diz que nunca participaria do programa. "Talvez se eu tivesse menos de 25 anos. Precisa de uma inconseqüência infantil", analisa.