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<I>Baixio das Bestas</i>, de Cláudio Assis, leva seis troféus Candango. Confira toda a p

Arquivo Geral

29/11/2006 0h00

A 39ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, encerrada ontem à noite em cerimônia na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, não reservou muitas surpresas. O cineasta pernambucano Cláudio Assis, que já tinha arrebatado sete Troféus Candangos na edição de 2002 do mesmo festival por Amarelo Manga, confirmou o favoritismo e repetiu a façanha com seu novo longa-metragem, Baixio das Bestas, grande vencedor do evento.

Além do prêmio máximo por melhor longa, no valor de R$ 80 mil, Baixio das Bestas também foi agraciado com os troféus de melhor atriz (a estreante em cinema Mariah Teixeira), ator coadjuvante (Irandhir Santos), atriz coadjuvante (Dira Paes), trilha sonora (Pupillo) e ainda o Prêmio da Crítica.

A estatueta de melhor ator ficou com o estreante Maxwell Nascimento, 18 anos, pelo trabalho no filme Querô, de Carlos Cortez (ainda agraciado por melhor roteiro, direção de arte e som). O troféu de melhor direção foi erguido pelo veterano Helvécio Ratton, por sua adaptação do livro de Frei Betto, Batismo de Sangue. O filme também levou a melhor fotografia, para Lauro Escorel.

A única produção brasiliense na categoria principal, O Engenho de Zé Lins,levou três prêmios: melhor montagem (para o diretor Vladimir Carvalho e o técnico Renato Marins), prêmio especial do júri e Troféu Câmara Legislativa.

O melhor longa-metragem escolhido pelo voto popular foi Encontro com Milton Santos ou o Mundo Global Visto do Lado de Cá, de Sílvio Tendler (uma vez vencedor na categoria por Glauber, o Filme, em 2003). O público ainda elegeu na categoria de curta-metragem em 35 milímetros o documentário O Homem-Livro, da carioca Anna Azevedo. O júri oficial, no entanto, preferiu Trecho, dos mineiros Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr. (leia mais sobre esses três filmes no Caderno Viva!).

Ainda na mostra de curtas em 35 mm, ergueram o Candango a diretora Anna Azevedo (melhor direção), Leonardo Medeiros (melhor ator, pelo filme local A Vida ao Lado), Bohdana Smyrnova (melhor atriz) e o brasiliense André Carvalheira (roteiro, por Dia de Folga).

Na categoria de curtas-metragens em 16 mm, Brasília foi representada por Filipe Gontijo e Eric Aben-Athar (melhor direção por A Volta do Candango), Gê Martu (atriz, por Borralho), Santiago Dellape (roteiro, por Nada Consta) e Marcius Barbieri (montagem, por Vestígios). O melhor filme eleito foi o do gaúcho Guilherme Castro, Terra Prometida.

Premiados
Longa-metragem 35mm
Melhor filme (júri oficial): Baixio das Bestas
Melhor filme (júri popular): Encontro com Milton Santos
Melhor filme (crítica): Baixio das Bestas
Melhor diretor: Helvécio Ratton, por Batismo de Sangue
Melhor ator: Maxwell Nascimento, por Querô
Melhor atriz:: Mariah Teixeira, por Baixio das Bestas
Melhor roteiro: Carlos Cortez, Bráulio Montavani e Luiz Bolognesi, por Querô
Melhor fotografia: Lauro Escorel, por Batismo de Sangue
Melhor ator coadjuvante: Irandhir Santos, por Baixio das Bestas
Melhor atriz coadjuvante: Dira Paes, por Baixio das Bestas
Melhor trilha sonora: Pupillo, por Baixio das Bestas
Melhor montagem: Vladimir Carvalho e Renato Martins, por O Engenho de Zé Lins

Curta-metragem 35mm
Melhor filme (júri oficial): Trecho
Melhor filme (júri popular): O Homem-Livro
Melhor filme (crítica): Noite de Sexta Manhã de Sábado
Melhor diretor: Anna Azevedo, por O Homem-Livro
Melhor ator: Leonardo Medeiros, por A Vida ao Lado
Melhor atriz:: Bohdana Smyrnova, por Noite de Sexta…
Melhor roteiro: André Carvalheira, por Dia de Folga
Melhor fotografia: Pablo Lobato, por Trecho
Melhor montagem: Trecho

Curta-metragem 16mm
Melhor filme: Terra Prometida, de Guilherme Castro
Melhor diretor: Filipe Gontijo e Eric Aben (Volta do Candango)
Melhor roteiro: Santiago Dellape, por Nada Consta

Câmara Legislativa
Melhor longa-metragem: O Engenho de Zé Lins
Melhor curta em 35mm: Oficina Perdiz
Melhor curta em 16mm: Borralho

Prêmio Aquisição Canal Brasil (Curtas 35mm)
Noite de Sexta Manhã de Sábado, de Kleber Mendonça Filho
O Homem-Livro, de Anna Azevedo

Prêmio Marco Antônio Guimarães
Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba, de Thomaz Farkas

Prêmio Saruê
Thomaz Farkas

Prêmio Conterrâneos
Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba, de Thomaz Farkas

Guilherme Lobão, do Jornal de Brasília

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