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<i>Apocalypto</i> mostra massacre dos maias em trama com muito sangue

Arquivo Geral

26/01/2007 0h00

Ousadia e grandiosidade não são palavras que assustam o cineasta e ator Mel Gibson. Foi assim em Coração Valente e A Paixão de Cristo e não é diferente em Apocalypto, filme que vem causando polêmica onde estréia por suas cenas de violência. Dividindo opiniões, Apocalypto concorreu ao Globo de Ouro de filme falado em língua estrangeira, mas foi preterido na lista do Oscar. O brasiliense poderá conferir dar seu aval à produção a partir desta sexta-feira.

Logo na epígrafe Apocalypto dá o tom de sua narrativa. À frase "uma grande civilização não pode ser conquistada até que seja destruída por dentro", seguem-se cenas em que não há economia de sangue cenográfico. Em mais de duas horas de filme guerreiros são decapitados e torturados e nem mulheres e idosos são poupados. Crianças são deixadas sozinhas no meio da floresta. Os mais sensíveis vão fechar os olhos em alguns momentos tamanha brutalidade das batalhas.

Além da violência, chama a atenção a ousadia de Gibson em filmar a história com os diálogos falados em Yucatec, dialeto maia falado até hoje em alguns lugares do México. Para que isso fosse possível, o cineasta recrutou seu elenco na América Central, sendo que apenas três atores são canadenses e dois americanos e a maioria está em seu primeiro trabalho no cinema.

Ao índio estreante nas telonas Rudy YoungBlood cabe o protagonista Jaguar Paw, um jovem obstinado em salvar a si mesmo e a sua família do massacre. Uma espécie de príncipe de sua tribo, Jaguar Paw é querido por todos, até pelos companheiros que ele humilha. Acostumado a estar no comando, ele vai ser um dos destemidos que enfrentarão o conquistador. Aos dotes artísticos de Rudy somam-se suas habilidades físicas, já que o ator também é dançarino e corredor profissional de cross country.

Mas em Apocalypto, Mel Gibson mostra que mais do que ousado, ele também é cuidadoso. Por isso, detalhes que muitas vezes passam despercebidos pelo público, chamam a atenção neste filme. É o caso da fotografia – o filme foi gravado em Catemaco, floresta tropical do México, e na cidade de Vera Cruz – e da maquiagem (indicada ao Oscar, vale frisar), aspecto fundamental para que uma tribo não seja confundida com outra nas cenas de batalha e para marcar a hierarquia entre os integrantes das tribos.

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