Formado por Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Rodrigo Barba e Bruno Medina, o Los Hermanos está na turnê do disco Quatro, de 2005, que surpreendeu a crítica e o público pelo clima introspectivo das canções.
O grupo segue na contramão de qualquer certeza. Quando se esperava outro hit-chiclete, como Anna Júlia, eles lançaram o Bloco do Eu Sozinho.
O álbum desagradou à gravadora da época, mas laçou um número de fãs cada vez maior e mais fiel. O terceiro disco do grupo, Ventura, também trouxe mudanças na vertente musical dos Hermanos.
O trabalho mais MPB da banda apresenta músicas cantadas em uníssono nos shows pelo público, como Além do Que Se Vê, Último Romance e O Vencedor, que levanta a platéia com metais empolgantes.
A banda portuguesa Toranja abre o show do Los Hermanos neste sábado em Brasília. Barba, baterista do grupo carioca, em entrevista exclusiva ao clicabrasilia.com.br, falou da expectativa para a apresentação na cidade e para o início do próximo trabalho da banda.
clicabrasilia.com.br – O disco Quatro foi recebido com estranhamento pelo público e pela crítica. Como tem sido a reação nos shows?
Rodrigo Barba – Logo quando o Quatro foi lançado, a imprensa publicou críticas dizendo que o disco estava meio para baixo. Mas os shows, desde a semana de lançamento do CD, sempre foram muito animados. A reação do público tem sido muito positiva e a gente tem percebido essa vontade deles (do público) de manter o clima para cima.
clicabrasilia.com.br – Vocês têm um público muito grande em Brasília. Qual é a expectativa para o show na cidade?
Rodrigo Barba – A gente tenta voltar o maior número de vezes às cidades durante as turnês. Essa é uma maneira de acompanhar o crescimento do público. Em Brasília, por exemplo, dá para observar bem isso. A gente começou fazendo shows em locais pequenos e agora a banda se apresenta em lugares cada vez maiores, com cada vez mais pessoas na platéia.
clicabrasilia.com.br – Como vocês conheceram a banda Toranja e como pintou o convite para eles tocarem no Brasil?
Rodrigo Barba – Desde 2003, a gente já foi umas cinco ou seis vezes a Portugal e, todas as vezes, tentamos manter contato com as bandas locais. Agora, em março de 2006, rolou um convite para tocar com o Toranja e a gente acabou ficando muito amigo do pessoal. Fizemos alguns shows juntos e ficou prometida a vinda deles para o Brasil.
clicabrasilia.com.br – Vocês tocarão alguma música junto com o Toranja nos shows?
Rodrigo Barba – A gente ainda não sabe, porque faz tempo que as bandas não se encontram. Se der tempo de ensaiar alguma coisa pode ser que dê pra fazer alguma música.
clicabrasilia.com.br – Vocês vão registrar um pouco dos shows em DVD? Têm alguma previsão para o próximo trabalho?
Rodrigo Barba – A gente ainda não pensou nada em relação ao DVD. É bem provável que, no início de 2007, a gente dê uma parada, de repente no sítio, para começar a trabalhar no nosso próximo disco.
clicabrasilia.com.br – Como vocês administram os projetos paralelos de alguns integrantes da banda, como o Rodrigo Amarante, com a Orquestra Imperial, e o Marcelo Camelo, que produziu há pouco tempo o disco do Bebeto Castilho?
Rodrigo Barba – Isso é um assunto muito tranqüilo para a banda. A gente sempre conversa muito para que não haja nenhum problema. E tem outra coisa muito legal: nós somos amigos de vários músicos que participam dos projetos paralelos e eles acabam participando na gravação dos discos do Los Hermanos, como o Kassin, da Orquestra Imperial.
clicabrasilia.com.br – Percebe-se, no site do Los Hermanos, que vocês têm uma preocupação muito grande com a interação com o público. Como é a relação da banda com a Internet?
Rodrigo Barba – O site é muito importante para nós. É um meio de ter uma relação mais direta com os fãs, de manter uma comunicação sem intermediários. Desde o Bloco do Eu Sozinho, a página na Internet virou um instrumento, também, para manter o público informado em relação às datas de show, novidades da banda e tal.
clicabrasilia.com.br – Qual é a posição da banda em relação à livre circulação de músicas na Internet?
Rodrigo Barba – A gente tem de se adaptar porque não tem como fugir disso. É um período de transição (tecnológica) e a gente tem de aprender a conviver com essa novidade para reverter isso a nosso favor.
clicabrasilia.com.br – A notícia mais recente do site de vocês traz uma foto do Rodrigo Netto, guitarrista do Detonautas assassinado no domingo, e uma mensagem de solidariedade. Vocês conheciam o Netto?
Rodrigo Barba – A gente se conhecia de shows, festivais, aeroportos, além de eles serem do Rio de Janeiro também. Foi uma coisa horrível. Não tem como não ficar chocado com a notícia porque isso é um fato que tem acontecido muito no Rio. Podia ser qualquer um de nós e isso é muito complicado.
Serviço
Sábado, dia 10 de junho, às 22h. Show da banda Los Hermanos com participação do grupo português Toranja. Ingressos a R$ 40 (pista – inteira) e R$ 60 (camarote – inteira). Meia-entrada para estudantes. Onde: Associação Atlética Banco do Brasil – AABB