São muitas as histórias para contar em mais de 25 anos de Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro (OSTNCS). As viagens, os ensaios diários, as emocionantes apresentações e os vários momentos que marcaram todos esses anos, estão resgatados no livro, Histórias de uma Orquestra em Cordel, escrito pela violonista da Orquestra, Clinaura Macêdo.
A piauiense de 55 anos conhece como poucos as histórias vividas durante esses 25 anos de Orquestra. Desde a estréia da OSTNCS, em 6 de maio de 1979, dia em que também era inaugurada a Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional de Brasília, Clinaura já tocava seu violino sob a regência do grande maestro Cláudio Santoro, e até hoje permanece lá.
A idéia de compartilhar os fatos mais curiosos do dia-a-dia de quem faz uma orquestra acontecer, foi nascendo aos poucos. Tudo começou com os pequenos versos em cordel que Clinaura escrevia e dedicava a amigos da orquestra. Os versos fizeram tanto sucesso, que há três anos Clinaura decidiu escrever as histórias, que como ela diz, “têm como principais personagens os próprios músicos”. Para os amigos essa é uma forma de mostrar um pouco do que é vivido entre eles. “Esse é um trabalho inédito e tem tudo a ver com a nossa história”, diz o violinista, Igor Macarin.
Não foi por acaso que o cordel foi escolhido para narrar as histórias da orquestra. A admiração pelo estilo literário foi herdada do pai na infância no Piauí. “Cordel é uma linguagem linda, rítmica e musical, além de muito brasileira. Pensei que seria uma forma interessante de ilustrar as histórias”, conta Clinaura que adota uma característica presente em alguns versos de Patativa do Assaré, importante figura desse tipo de literatura. “Gosto de escrever exatamente como os cantadores de cordel pronunciam as palavras”.
O livro resgata algumas pequenas e valiosas lembranças do grupo. “São momentos muito importantes que fizeram com que a Orquestra se tornasse o que é hoje. Um desses momentos foi a apresentação na reinauguração do Teatro Amazonas, em 17 de março de 1990, e a turnê pela Europa em 2000, em comemoração aos 500 anos do Brasil”, lembra a violinista.
Para ela, essa é uma forma de homenagear as pessoas que participaram dessa história e possibilitar que outras pessoas tenham conhecimento desses acontecimentos. “É uma oportunidade para registrar alguns momentos muito importantes vividos por todos nós, os músicos”.
As histórias do livro foram ilustradas em cordel pela artista plástica Fátima Cunha e o projeto gráfico é assinado por Alex Silva. Há ainda uma apresentação do compositor popular, professor de comunicação e doutorando em História Cultural pela Universidade de Brasília (UnB), Clodo Ferreira.
O livro será lançado no dia 2 de agosto, no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional e contará com a apresentação de músicos integrantes da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro. A entrada é livre.
| Histórias de uma Orquestra em Cordel:
“No meu ombro, seu minino |
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