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Livrarias querem vender último Harry Potter antes de lançamento oficial

Arquivo Geral

12/07/2007 0h00

A expectativa em torno do último livro das aventuras de Harry Potter levou algumas livrarias a pensarem em romper o embargo estabelecido pela editora Bloomsbury, responsável pela obra, e colocarem em suas prateleiras o esperado desfecho da saga do bruxinho antes de 21 de julho, data oficial de lançamento.

“É bem provável que alguma das cadeias de livrarias rompa o embargo, porque todas querem ser as primeiras” a disponibilizar ao público a sétima obra do mago adolescente, afirma Katherine Rushton, da revista britânica Bookseller.

Segundo a editora Bloomsbury, que no dia 21 de julho colocará à venda 325 milhões de exemplares de Harry Potter e as Relíquias da Morte, “não há nenhuma razão para crer que alguém queira arruinar a emoção do momento”, disse hoje a cadeia britânica BBC.

“Faremos cumprir o embargo com todas as medidas que forem necessárias”, acrescentaram os porta-vozes da empresa.

Desde que a escritora britânica e autora da saga de Harry Potter, J.K. Rowling, anunciou que tinha terminado o último livro, os boatos sobre o final da obra começaram a encher as páginas de internet.

Em seu site, Rowling insistiu ainda na importância de manter a data oficial do lançamento do último livro, que ocorrerá à 00h01 de sábado 21 de julho (20h01 de sexta-feira, pelo horário de Brasília).

“Eu gostaria que os leitores que cresceram junto com Harry embarquem na última aventura que compartilharão com ele sem saber para onde vão”, disse recentemente a autora multimilionária.

Vale lembrar que os seis primeiros livros que contêm as aventuras do bruxinho já venderam mais de 300 milhões de exemplares.

Nos lançamentos anteriores, as livrarias foram obrigadas a cumprir o embargo imposto pela Bloomsbury, pois a editora ameaçava deter as futuras entregas às que burlassem as normas.

Agora, a ameaça não surtirá mais efeito, pois é o final de uma saga que será traduzida para 64 idiomas e exportada na língua original, inglês, para mais de 60 países.

Além do embargo, o contrato que a Bloosmbury obrigou todas as livrarias a assinar incluía como condição manter as caixas com os livros em uma “área segura e trancada a chave que não possa ser vista pelo público sob nenhuma circunstância”. Também não é permitido fotografar os livros que serão vendidos.

Cerca de uma semana após o lançamento do aguardado desfecho da obra, o livro deverá estar disponível nas livrarias de Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul por £ 17,99 (US$ 32).

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