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Lembranças da primeira Emerenciana

Arquivo Geral

20/07/2004 0h00

Nem sempre remakes são uma boa idéia: o melhor de muitas produções fica restrito à versão original de uma novela. Neuza Amaral, que em 1979 viveu a Emerenciana de Cabocla (papel de Patrícia Pillar nesta segunda versão), pode não pensar exatamente assim, mas confessa que hoje não assiste à novela.

Aos 74 anos e com centenas de personagens na bagagem em 54 anos de carreira, Neuza Amaral, em excelente forma, confessa ter ciúmes de seus trabalhos. “Cada personagem vira um filho”, conta ela. “Como sou apegada, prefiro nem assistir”. Mas ela admite considerar melhor a versão original.

De Cabocla, Neuza guarda lembranças e dois grandes amigos, que conheceu nas gravações: Cláudio Corrêa e Castro, que viveu Boanerges; e o diretor Herval Rossano. “Tinha Cláudio como um monstro sagrado do teatro paulista e precisava quebrar o gelo”, lembra. “Logo na primeira cena, a gente estava na cama e comecei a agarrá-lo. Ele ficou sem graça. Depois, rimos e a partir daí caímos de amor um pelo outro”.

Já Herval Rossano, conhecido por ser rigoroso, teve de se render ao talento de Neuza, de quem não gostava, segundo a própria. Quando ela recitou um texto de quatro páginas, de forma irretocável, ele mandou que o restante do elenco aprendesse com ela.

“Quando a novela terminou, viajei de férias para os Estados Unidos”, conta a atriz. “Me ligaram e mandaram voltar porque Herval ia dirigir Olhai os Lírios do Campo, em seguida, e disse que não faria a novela sem mim”.

Neuza participou dos primeiros capítulos de Senhora do Destino e acaba de gravar um episódio de Linha Direta — Justiça, sobre a morte jornalista Wladimir Herzog, em 1975, sob tortura. A atriz será uma cartomante que antevê a tragédia na borra de café.

Ao gravar o Linha Direta, a atriz recordou de uma passagem de sua vida. “Uma senhora árabe leu na borra do café que eu seria famosa, teria um marido estrangeiro e um filho homem”. Assim aconteceu: ela foi casada com um russo, pai de seu filho Filipe, de 50 anos.

Neuza, cuja última novela foi Força de um Desejo (1999), tem pique para encarar a rotina de gravações. Está em plena forma. Há dois anos, por exemplo, colocou silicone nos seios para fazer a peça Velhos como o Outono, em que aparecia sem blusa.

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    20/07/2004 0h00

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    Aos 74 anos e com centenas de personagens na bagagem em 54 anos de carreira, Neuza Amaral, em excelente forma, confessa ter ciúmes de seus trabalhos. “Cada personagem vira um filho”, conta ela. “Como sou apegada, prefiro nem assistir”. Mas ela admite considerar melhor a versão original.

    De Cabocla, Neuza guarda lembranças e dois grandes amigos, que conheceu nas gravações: Cláudio Corrêa e Castro, que viveu Boanerges; e o diretor Herval Rossano. “Tinha Cláudio como um monstro sagrado do teatro paulista e precisava quebrar o gelo”, lembra. “Logo na primeira cena, a gente estava na cama e comecei a agarrá-lo. Ele ficou sem graça. Depois, rimos e a partir daí caímos de amor um pelo outro”.

    Já Herval Rossano, conhecido por ser rigoroso, teve de se render ao talento de Neuza, de quem não gostava, segundo a própria. Quando ela recitou um texto de quatro páginas, de forma irretocável, ele mandou que o restante do elenco aprendesse com ela.

    “Quando a novela terminou, viajei de férias para os Estados Unidos”, conta a atriz. “Me ligaram e mandaram voltar porque Herval ia dirigir Olhai os Lírios do Campo, em seguida, e disse que não faria a novela sem mim”.

    Neuza participou dos primeiros capítulos de Senhora do Destino e acaba de gravar um episódio de Linha Direta — Justiça, sobre a morte jornalista Wladimir Herzog, em 1975, sob tortura. A atriz será uma cartomante que antevê a tragédia na borra de café.

    Ao gravar o Linha Direta, a atriz recordou de uma passagem de sua vida. “Uma senhora árabe leu na borra do café que eu seria famosa, teria um marido estrangeiro e um filho homem”. Assim aconteceu: ela foi casada com um russo, pai de seu filho Filipe, de 50 anos.

    Neuza, cuja última novela foi Força de um Desejo (1999), tem pique para encarar a rotina de gravações. Está em plena forma. Há dois anos, por exemplo, colocou silicone nos seios para fazer a peça Velhos como o Outono, em que aparecia sem blusa.

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