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Leite de vaca pode provocar alergia

Arquivo Geral

27/07/2004 0h00

Mães que alimentam os filhos com leite de vaca no primeiro ano de vida devem ficar alertas. Isto pode provocar alergia alimentar na criança. Só no Brasil ocorrem de 70 até 245 mil casos novos por ano.

As reações alérgicas alimentares ocorrem quando o corpo humano começa a produzir anticorpos de defesa às proteínas presentes nos alimentos, ou seja, o corpo reconhece estas proteínas como agentes estranhos e começa a se “defender” contra elas.

Sob condições normais, o intestino fornece uma barreira que impede a absorção da maioria das proteínas dos alimentos, sendo necessária a digestão prévia, transformando-as em partículas menores, passíveis de absorção (os aminoácidos). Então, em situações normais, o organismo humano deveria identificar estas proteínas e seus aminoácidos como nutrientes, absorvendo e utilizando para formação dos músculos, do sangue, dos ossos e órgãos.

Em alguns casos, o organismo identifica estas proteínas como “corpos estranhos” e desenvolve defesa (anticorpos) contra estas proteínas, o que desencadeia a reação alérgica. Estes “corpos estranhos” recebem o nome de alérgeno, ou, como os cientistas chamam, de antígeno. Os alimentos que freqüentemente estão envolvidos na alergia alimentar são, o leite de vaca, ovo, amendoim, nozes, soja, trigo, peixe e camarão.

As alergias alimentares são mais comuns em crianças. Uma das razões é que, no primeiro ano de vida, a função de digestão e proteção do intestino ainda é deficiente, permitindo a passagem de proteínas íntegras presentes nos alimentos para dentro do organismo sem a digestão prévia.

A proteína de leite de vaca é o alimento mais freqüentemente envolvido nas reações alérgicas em crianças nesta fase. Dados internacionais indicam uma freqüência de alergia à proteína do leite de vaca entre 2 e 7% das crianças – o que representa, em nosso país, entre 70 e 245 mil casos novos por ano.

“Nos últimos 15 anos, felizmente houve um aumento significativo na prevalência e duração do aleitamento materno no Brasil. Por outro lado, observa-se que muitos bebês são alimentados com leite de vaca in natura no primeiro ano de vida. Esta prática equivocada pode ser decorrente da alegação de que sua utilização representa menor custo para a família, porém este conceito não é verdadeiro, pois para restabelecer a densidade calórica (açúcar e amido) do leite, há a necessidade de complementos de ferro e vitaminas para garantir as necessidades diárias, além do consumo de gás necessário para a sua fervura.”, afirma o dr. Mário Vieira, presidente do Departamento Científico de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição da Sociedade Paranaense de Pediatria e especialista em Gastroenterologia Pediátrica pelo St. Bartholomew’s Hospital Medical College – Universidade de Londres.

“As conseqüências advindas desta prática podem decorrer da exposição precoce da criança à alergia alimentar, da oferta inadequada de nutrientes (desnutrição e anemia), e dos fatores protetores do leite humano (infecções)”, completa o especialista.

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    Leite de vaca pode provocar alergia

    Arquivo Geral

    27/07/2004 0h00

    Mães que alimentam os filhos com leite de vaca no primeiro ano de vida devem ficar alertas. Isto pode provocar alergia alimentar na criança. Só no Brasil ocorrem de 70 até 245 mil casos novos por ano.

    As reações alérgicas alimentares ocorrem quando o corpo humano começa a produzir anticorpos de defesa às proteínas presentes nos alimentos, ou seja, o corpo reconhece estas proteínas como agentes estranhos e começa a se “defender” contra elas.

    Sob condições normais, o intestino fornece uma barreira que impede a absorção da maioria das proteínas dos alimentos, sendo necessária a digestão prévia, transformando-as em partículas menores, passíveis de absorção (os aminoácidos). Então, em situações normais, o organismo humano deveria identificar estas proteínas e seus aminoácidos como nutrientes, absorvendo e utilizando para formação dos músculos, do sangue, dos ossos e órgãos.

    Em alguns casos, o organismo identifica estas proteínas como “corpos estranhos” e desenvolve defesa (anticorpos) contra estas proteínas, o que desencadeia a reação alérgica. Estes “corpos estranhos” recebem o nome de alérgeno, ou, como os cientistas chamam, de antígeno. Os alimentos que freqüentemente estão envolvidos na alergia alimentar são, o leite de vaca, ovo, amendoim, nozes, soja, trigo, peixe e camarão.

    As alergias alimentares são mais comuns em crianças. Uma das razões é que, no primeiro ano de vida, a função de digestão e proteção do intestino ainda é deficiente, permitindo a passagem de proteínas íntegras presentes nos alimentos para dentro do organismo sem a digestão prévia.

    A proteína de leite de vaca é o alimento mais freqüentemente envolvido nas reações alérgicas em crianças nesta fase. Dados internacionais indicam uma freqüência de alergia à proteína do leite de vaca entre 2 e 7% das crianças – o que representa, em nosso país, entre 70 e 245 mil casos novos por ano.

    “Nos últimos 15 anos, felizmente houve um aumento significativo na prevalência e duração do aleitamento materno no Brasil. Por outro lado, observa-se que muitos bebês são alimentados com leite de vaca in natura no primeiro ano de vida. Esta prática equivocada pode ser decorrente da alegação de que sua utilização representa menor custo para a família, porém este conceito não é verdadeiro, pois para restabelecer a densidade calórica (açúcar e amido) do leite, há a necessidade de complementos de ferro e vitaminas para garantir as necessidades diárias, além do consumo de gás necessário para a sua fervura.”, afirma o dr. Mário Vieira, presidente do Departamento Científico de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição da Sociedade Paranaense de Pediatria e especialista em Gastroenterologia Pediátrica pelo St. Bartholomew’s Hospital Medical College – Universidade de Londres.

    “As conseqüências advindas desta prática podem decorrer da exposição precoce da criança à alergia alimentar, da oferta inadequada de nutrientes (desnutrição e anemia), e dos fatores protetores do leite humano (infecções)”, completa o especialista.

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