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Legião Urbana resurge como atração do Porão do Rock

Arquivo Geral

20/09/2009 0h00

“Vocês são a verdadeira Legião Urbana!”, declarou a voz de Renato Russo ao fim da exibição do mini-documentário sobre a banda transmitido nos telões montados nas letarais do Palco Principal na Esplanada dos Ministérios. Neles, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá também apareceram há dois dias atrás ensaiando músicas da banda entre imagens dos legionários chegando ao Aeroporto de Brasília. Era sim o início de uma despretenciosa volta da Legião na última noite dessa 12ª edição do Porão do Rock.  


No palco, inicia a conhecida música Tempo Perdido na empolgada interpretação de André Gonzales, vocalista da Móveis Coloniais de Acaju. Depois dele, vários fariam a vez de Renato Russo, como Hebert Viana, do Paralamas do Sucesso, grupo “culpado de tudo”, segundo disse Dado durante a música Ainda É Cedo.


Passaram também pelos microfones da apresentação Phillipe Seabra, da Plebe Rude, Tony Platão, Loro Jones e os uruguaios Sebastian Teysera e Juan Casanova, que realizaram um tributo à Legião Urbana em Montevidéu no ano passado. PJ, do Jota Quest, tocou baixo durante a última música do show, Que País É Esse, com todos os músicos no palco.


Em coletiva realizada após o show, Dado e Bonfá comentaram o show da banda. “Abrimos as comemorações dos 50 anos de Brasília e de Renato Russo”. O guitarrista afirmou também que, a princípio, não há nenhuma continuidade da banda planejada para o ano que vem na época das comemorações do cinquentenário. “No ano que vem vai ter 50 anos do Renato, copa e eleições. Vai ser um ano foda!”, estusiasmou-se.

O cineasta Vladimir Carvalho, que participava da sessão coletiva, questionou se em algum momento do show passou pela cabeça dos ex-integrantes o episódio vivido em 1988 pela Legião no Estádio Mané Garrincha. Bonfá disse que “Ainda bem que não” dadas as circunstâncias. Logo depois, Dado ressaltou as lembranças de sua “interatividade com os músicos, ali na frente com a garotada: tocamos rock!”, resumiu sobre a apresentação. O guitarrista, porém, não escondeu a ansiedade: “Antes achei que que podíamos tomar uma vai imensa”, riu.


Vladimir Carvalho consultou os legionários também sobre a atualidade das letras de Renato em tempos de crise financeira e política. “São letras muito profundas, completamente atuais”, disse Bonfá. Dado comentou que é “triste” que sejam atuais. “Mas é isso. É uma música universal”, finalizou.

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