As mulheres são muito mais complicadas que os homens, concluiu a Pfizer, fabricante do Viagra. De acordo com o jornal The New York Times, o laboratório está abandonando as pesquisas para provar que seu remédio contra impotência sexual, o Viagra, ajudaria também as mulheres. Depois de oito anos de pesquisas e testes com três mil mulheres, os cientistas descobriram que excitação e desejo são diferentes para homens e mulheres. Neles, a primeira quase sempre leva ao segundo, e à vontade de consumá-lo. Melhorarando a capacidade do homem de ter ereções, o Viagra afeta sua função sexual. Como excitação e desejo não andam juntos, necessariamente, nas mulheres, o medicamento poderia criar sinais externos de excitação, o que não tem nada a ver com a vontade de fazer sexo. A pesquisa deve continuar, mas os cientistas vão se concentrar na mente feminina. O Viagra poderia funcionar em mulheres, principalmente naquelas que já tiveram uma vida sexual normal e perderam o desejo – freqüentemente como resultado da ingestão de anti-depressivos. Mas aquelas que sempre tiveram pouca libido não sofrem efeitos. De acordo com a médica Jennifer Berman, professora-assistente de Urologia na Universidade da Califórnia e diretora do Centro de Medicina Sexual Feminina, a pesquisa da Pfizer descobriu que o verdadeiro determinante do desejo e da função sexual feminina é o nível hormonal.