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Kevin Kline lança na ONU filme sobre tráfico de pessoas

Arquivo Geral

20/09/2007 0h00

O ator Kevin Kline lançou na noite de quarta-feira na ONU seu mais novo filme, Trade, que trata do obscuro e lucrativo negócio do tráfico de seres humanos a partir da reconstituição de um caso real de escravas sexuais mexicanas descoberto nos Estados Unidos.

O longa, dirigido por Marco Kreuzpaintner, foi exibido pela primeira vez, na sede da ONU, numa sessão que contou com a presença do ator Sam Waterston e das atrizes Sigourney Weaver, Candice Bergen e Mira Sorvino.

As diferentes histórias do filme foram inspiradas numa reportagem publicada há três anos na revista dominical do jornal The New York Times. O texto jornalístico tratava da inesperada descoberta, no ano de 2002, de uma rede escravas sexuais mexicanas num subúrbio do estado de Nova Jersey.

Kline disse que a fita tenta humanizar um fenômeno que, segundo cálculos da ONU, afeta quase um milhão de pessoas e movimenta US$ 32 bilhões por ano. “Quisemos fazê-lo da forma mais real possível, mas sem sensacionalismo. O filme te vira o estômago, te alarma e te inquieta, como tem que ser”, acrescentou.

Na entrevista, Kline esteve acompanhado da diretora da organização Equality Now, Taiana Bien-Aimé, e do diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas para as Drogas e o Crime (UNODC), Antonio María Costa. “Este filme quer deixar claro que este fenômeno ocorre em todas as partes, até num subúrbio de Nova Jersey. O tráfico de seres humanos é a escravidão dos nossos dias”, declarou Costa.

O diplomata também disse que as vítimas diárias dos traficantes geralmente são crianças, mulheres e homens vulneráveis do mundo em desenvolvimento, quase sempre atraídos para outros países com falsas promessas e que acabam em bordéis clandestinos, como soldados em milícias armadas ou como empregados de patrões inescrupulosos.

Costa também agradeceu pelo impacto que o filme possa vir a ter na hora de tornar este problema “de escala mundial” ainda mais conhecido. Os US$ 5 mil pagos pelas pessoas que assistiram ao filme na ONU, assim como parte da renda do longa, serão destinados aos programas que o UNODC e várias ONGs promovem contra este tipo de crime.

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