Após assegurar e depois negar que tinha “cheirado” até as cinzas de seu pai, Keith Richards, um dos mais controvertidos componentes dos Rolling Stones, está decidido a contar tudo sobre sua intensa vida em um livro de memórias que será lançado em 2010.
Este livro “repassará uma das vidas mais memoráveis, influentes e retratadas dos tempos modernos”, assegurou hoje em comunicado de imprensa a editora britânica Weidenfeld & Nicolson, proprietária dos direitos de publicação junto à americana Little, Brown & Company.
Richards, que do alto de seus 63 anos continua presente nos palcos junto a seus companheiros de banda, na turnê mundial de “A Bigger Bang”, já começou a escrever a autobiografia com ajuda do escritor James Fox, autor, entre outros, do livro “White Mischief”.
“Durante quase 50 anos ele (Richards) esteve em meio à do louco mundo da fama e do espetáculo”, disse Michael Pietsch, da editora americana, em declarações divulgadas pela “BBC” e nas quais qualificou de “deliciosos” trechos das memórias que ele já leu.
O relato em primeira pessoa da vida do roqueiro vale US$ 7,3 milhões, preço que seu representante, Jane Rose, e o agente literário Ed Victor acertaram com as editoras, segundo vários meios de comunicação.
Richards não será a única “majestade satânica” que contará em livro a trajetória de sua vida. O guitarrista Ron Wood publicará em breve suas memórias.
O ex-baixista da banda Bill Wyman já escreveu as suas, enquanto o vocalista Mick Jagger, desistiu da sua autobiografia porque, segundo ele, não lembrava de nada interessante de sua vida.