A poucos dias do desfile do Grupo Especial das Escolas de Samba carioca, a Justiça do Rio de Janeiro já tirou alguns pontinhos da Viradouro. A escola de Niterói foi proibida de levar o carro alegórico que representava o holocausto para a avenida.
Na alegoria, o holocausto viria representado por vários cadáveres nus empilhados. No topo, viria um homem fantasiado de Hitler. Mas a juíza Juliana Kalichszteim deu ganho de causa à Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj), que se sentiu ofendida com a alegoria.
Para Juliana, “o Carnaval não deve ser utilizado como ferramenta de culto ao ódio, qualquer forma de racismo, além da clara banalização dos eventos bárbaros e injustificados praticados contra cerca de seis milhões de judeus, e liderados por figura execrável chamada Adolf Hitler”.
O carnavalesco da escola, Paulo Barros, disse, antes do julgamento, que não acreditava na existência da censura no País. Barros defendeu a alegoria e garantiu que ela está dentro do enredo da escola, É de Arrepiar, que vai levar os grandes horrores da humanidade para a Sapucaí.
Caso a Viradouro desrespeite a decisão judicial e leve o carro à avenida, a escola poderá ser multada em até R$ 200 mil. A proibição também abrange a fantasia de Hitler e, para cada componente fantasiado como ele, será cobrada multa de R$ 50 mil. A escola de samba desfila no domingo e informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não deve recorrer da decisão.