O juiz Rodney Melville ordenou hoje que uma denúncia contra o cantor americano Michael Jackson seja reescrita para que possa começar a tramitar na Justiça.
Embora Melville seja o mesmo magistrado que conduziu o caso no qual o outrora “rei do pop” acabou inocentado das acusações de abuso sexual de um menor, as queixas que Michael enfrenta agora são novas.
Desta vez, o cantor está sendo processado pela família de uma mulher que morreu em um hospital de Santa Maria (Califórnia) pouco após ter sido transferida de quarto. Na ocasião, a paciente teve que deixar a acomodação em que se encontrava para que Michael pudesse ocupá-la.
Com a decisão do juiz Melville, a família de Manuela Gómez Ruiz terá agora 30 dias, a partir de hoje, para reescrever a petição contra o artista.
Em 2005, enquanto era julgado por abuso sexual de menores, o cantor de “Thriller” deu entrada no Centro Médico Marian com sintomas de gripe.
No mesmo hospital, Gómez Ruiz tinha sido internada após um ataque cardíaco. Na ação, a família alega que o centro deixou de prestar o atendimento necessário à mulher após a internação de Michael.
Segundo o processo, o cantor foi acomodado no quarto de dois leitos em que Gómez Ruiz, de 73 anos, estava internada.
Os familiares da falecida dizem ainda que a transferência dela para outra acomodação foi feita com uma bomba manual de oxigênio.
Gómez Ruiz morreu na mesma noite.
O advogado da família, James McKiernan, disse hoje que apresentará todos os documentos necessários no prazo estabelecido.