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Juiz libera lançamento de filme sobre suspeito preso no Rio de Janeiro

Arquivo Geral

14/12/2006 0h00

Um juiz federal norte-americano liberou a Universal para estrear o thriller de suspense Alpha Dog no dia 12 de janeiro, conforme o programado, apesar dos protestos de Jesse James Hollywood, suspeito do crime enfocado pelo filme, e que foi preso no ano passado no Rio de Janeiro.

Um advogado de Hollywood disse que ele vai recorrer da sentença, sob a alegação de que o lançamento do filme tornará impossível para o réu ter um julgamento justo.

"Acreditamos que o filme não deve ser lançado porque na prática ele destrói a presunção de inocência", disse James Blatt, que representa Hollywood tanto no processo contra a Universal quanto no julgamento por assassinato.

Hollywood é acusado de ser o mentor do sequestro e assassinato de Nicholas Markowitz, em 2000. O adolescente, segundo a promotoria, foi capturado no vale de San Fernando por causa de uma rixa de Hollywood com o irmão mais velho da vítima, provocada por uma dívida de US$ 1.200 ligada a drogas.

O corpo do adolescente foi encontrado numa área remota do condado de Santa Bárbara. Hollywood fugiu depois de ser indiciado e só foi capturado no ano passado, em Saquarema. Ele alegou inocência, e pode ser condenado à pena de morte. A data do julgamento não foi definida, mas o advogado de Hollywood disse acreditar que ele ocorra em 2007.

O advogado afirma que a promotoria liberou o conteúdo completo do arquivo sobre o crime para o estúdio, apesar de o caso ainda não ter sido julgado.

"O vice-promotor distrital Ron Zonen (de Santa Bárbara) também atuou como consultor e participou do processo criativo de desenvolvimento do roteiro. Também é a primeira vez que um filme sobre um crime é lançado antes do julgamento. Já houve documentários e filmes para a TV, mas nunca um filme para o cinema com astros de renome".

Alpha Dog foi exibido no festival de cinema de Sundance, em janeiro, e é estrelado por Bruce Willis, Sharon Stone e Justin Timberlake.

Apesar de os nomes dos personagens terem sido mudados no filme, o advogado afirma que ele pode influenciar o júri. A Universal recorreu à Primeira Emenda para garantir o direito de distribuir o filme, e o juiz distrital Gary Klausner acabou dando a liberação depois de assistir a ele.

"A Suprema Corte já reconheceu várias vezes que a restrição do discurso na forma de censura prévia contra a mídia constitui a infração mais grave e menos tolerável contra os direitos da Primeira Emenda", escreveu o juiz.

"Censuras prévias só podem ser justificáveis em circunstâncias absolutamente excepcionais, como para evitar a disseminação de informação sobre o movimento de tropas durante guerras ou para suprimir informações que provocariam um holocausto nuclear".

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